Boto-vermelho da Amazônia ganha campanha contra extinção

2,5 mil botos são mortos todo ano na região. Uso do animal em isca para pesca é um dos motivos.

terça-feira, 22 de julho, 2014 - 15:21
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O boto-vermelho (Inia geoffrensis), um dos animais símbolo da Amazônia, é utilizado como isca na pesca de um peixe chamado piracatinga (Calophysus macropterus). Estima-se que cerca de 2,5 mil botos são mortos todo ano na região. Pesquisadores alertam que se o volume desse pescado no mercado brasileiro aumentar, e o boto continuar a principal isca, o boto-vermelho vai desaparecer em um futuro próximo.Para preservar o animal duas organizações – Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) – lançaram neste domingo (20) a campanha Alerta Vermelho. O objetivo é apoiar fiscalização, controle e combate de ameaças à fauna na Amazônia Brasileira; financiar desenvolvimento de métodos e iscas alternativas para comunidades ribeirinhas; apoiar projetos de turismo sustentável com botos; e incentivar pesquisas.O diretor-executivo da Ampa, Jone César Silva, explicou que a primeira iniciativa é o site. “O website estará disponível a partir do dia 20 de julho e poderá ser visitados por internautas para entender e apoiar a campanha de diversas formas e receber recompensas por isso”, destacou.A chefe do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa, Vera da Silva, disse que a matança de botos para uso como isca na pesca da piracatinga chegou a limites insustentáveis. “O boto-vermelho é um patrimônio amazônico. Para aumentar o conhecimento das espécies envolvidas, apoiar as ações de fiscalização e promover a conservação desses magníficos animais, o engajamento e a participação da sociedade como um todo é imprescindível. O Alerta Vermelho convoca todos os seguimentos da sociedade para não permitir que o boto se torne apenas uma lenda”, declarou.A campanha Alerta Vermelho também movimentará uma petição online para antecipar o inicio da moratória que suspende a pesca de piracatinga na Amazônia durante cinco anos, na região Amazônica, que, como apresentado, se publicada no Diário Oficial da União, ainda esse ano, entrará em vigor somente a partir de janeiro de 2015. Essa antecipação evitara que nos próximos cinco meses milhares de botos sejam esquartejados para isca.Fonte: Portal Amazônia

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