
Segundo as Nações Unidas (ONU), o Brasil está entre os países que mais sofrem com catástrofes climáticas. Há muito por fazer para melhorar a infraestrutura do país contra enchentes. Uma das principais especialistas em desastres no mundo, a consultora da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati Guha-Sapir, acredita que é preciso fortalecer as ações de educação. “Eu penso que os principais problemas do Brasil no futuro serão as inundações. E o país precisará ter políticas específicas”, disse Guha-Sapir. Na avaliação é necessário estabelecer uma prioridade para o tema. A catástrofe em Nova Friburgo, em 2011, foi a maior em número de vítimas no país, com mais de mil mortos. DIFICULDADE DE PREVISÃO “O que falta no Brasil, e que tentamos desenvolver, é um sistema de alerta para inundações bruscas, que podem acontecer em questão de horas, ou enxurradas”, observa o coordenador geral do Centro Nacional de Pesquisa em Desenvolvimento (Cemaden), Marcelo Seluchi. Elas são muito difíceis de serem previstas e antecipadas, porque são provocadas por chuvas muito pontuais, rápidas e abundantes. Por isso, precisam de um sistema de radares muito bem calibrado para detectar, explica o especialista. Criado em 2011, o Cemaden é vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e tem como tarefa alertar para fenômenos naturais com potencial de causar mortes. “O Brasil conseguiu, pelo menos nesse um ano e meio em que o Cemaden está funcionando, ter um sistema com pessoas trabalhando 24 horas por dia, os 365 dias do ano, uma equipe multidisciplinar olhando para a possibilidade de enchentes”, diz Seluchi. Fonte: Ciência em pauta
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