O governo brasileiro, porém, manterá o compromisso de reduzir suas emissões de CO2 entre 36,1% a 38,9% até 2020, anunciado na sexta-feira.
A decisão foi anunciada horas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter dito, em Paris, que telefonaria ao americano Barack Obama e ao chinês Hu Jintao para cobrar comprometimento, temendo que os dois chegassem a um acordo bilateral que levasse em conta apenas as suas realidades.
Hoje, a ministra-chefe da Casa Civil e líder da delegação brasileira na conferência, Dilma Rousseff, apresenta em Copenhague a proposta do Brasil.
Indagado sobre a decisão, o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que “é evidente que (o Brasil) vai colocar (a proposta), ela existe independemente disso”. estratégia do Brasil não mudará, diz ele. “Quem está roendo a corda não somos nós. O tema está aí independentemente de nossa vontade, é uma questão grave. Eles vão ter de dar uma resposta.”
O secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, disse que “é preciso esperar o resultado da reunião de amanhã (hoje)” em Copenhague. Para ele, a declaração da Apec foi “aguada”.
Fonte: Confea/Folha de São Paulo
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