Campinas já produz 2.500 m³/dia de água de reuso

O recurso, já adotado por construtoras, trata o esgoto pelo sistema de membranas, e obtém 99% de pureza.

quinta-feira, 26 de março, 2015 - 18:38
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Água tratada, porém não potável, com custo menor e de reuso. A solução tem sido adotada por grandes construtoras que atuam em Campinas (SP), para procedimentos como a compactação de terra nos canteiros de obras. O produto resulta do tratamento de esgoto pela Estação Produtora de Água de Reuso Capivari II (Epar), que trata o esgoto pelo sistema de membranas, obtendo 99% de pureza. “Optamos pelo tratamento terciário, utilizando a mais moderna tecnologia mundial, que faz a remoção da matéria orgânica e, também, a desinfecção da água através do sistema de membrana”, informa Luiz Carlos Souza, diretor Comercial da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa). As membranas filtrantes são constituídas por fibras ocas com porosidade nominal de 0,04µm (micras), milhares de vezes menores que o diâmetro do cabelo humano, o que constitui uma barreira física para as impurezas, removendo vírus, bactérias, sólidos e nutrientes. “Optamos pelo tratamento terciário, utilizando a mais moderna tecnologia mundial, que faz a remoção da matéria orgânica e, também, a desinfecção da água através do sistema de membrana”, afirmou Luiz Carlos Souza. Os três tanques de membrana da Epar produzem, hoje, 2.500m³/dia de água de reuso. “A operação é totalmente automatizada e com baixo consumo de produtos químicos”, informa o diretor. Inaugurada em abril de 2012, a fase de implantação do sistema na estação de tratamento exigiu investimentos de R$ 91 milhões, com verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da Sanasa, e levou 18 meses para sua conclusão. A segunda fase, em execução e que ampliará o volume de produção, custará R$ 86 milhões.   QUEM USA   Luiz Carlos Souza comemora cada novo contrato para fornecimento, através de caminhões pipa, da água produzida pela EPAR. Segundo ele, o volume comercializado quintuplicou entre janeiro e setembro deste ano, passando de 100m³ para 500m³. Por enquanto, dos 2.500m³/dia produzidos pela Epar, pouco mais de 20% estão contratados. “A prefeitura de Campinas retira 300 m³/dia para usos como a lavagem das ruas e irrigação de jardins, atividades para as quais a Unicamp também acaba de fechar contrato envolvendo 15m³/dia. A Odebrecht, que está trabalhando na construção das marginais da rodovia D. Pedro I, vai precisar de 300 m³/dia. E já assinamos com Bresco Viracopos um contrato de 2 mil m³/mês. Além disso, vendemos a granel, em média, 20 m³/dia para empresas que utilizam grandes volumes como os lava-rápidos”, revela. Mesmo considerando o preço do frete do caminhão-pipa, o custo compensa já que o valor do metro cúbico da água de reuso produzida pela Epar é de R$ 1,40, equivalente à metade da tarifa da água tratada. “Para a Sanasa, também é um investimento vantajoso, especialmente pelo viés da sustentabilidade, pois a água de reuso produzida, e ainda não comercializada, é descartada para o rio Capivari, o que colabora para a melhoria da qualidade do rio”, informa Souza. O payback do investimento feito na Epar virá num período estimado entre dez e 15 anos. “A estação está tratando apenas 30 litros/seg de esgoto, o equivalente a 10% da capacidade instalada de produção de 300 litros/segundo, a ser atingida em meados de 2015, quando as obras de ampliação da estação estarão concluídas. Temos, hoje, 90% da ampliação pronta e já em fase de testes. O percentual ainda é muito baixo, em razão de não haver rede suficiente para levar o esgoto até a estação”, diz, acrescentando que a empresa atua para reverter esse quadro.   Com informações da Redação AECweb / e-Construmarket     Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]

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