
Lideranças da engenharia brasileira e portuguesa estiveram reunidas na manhã desta terça (14), no Hotel San Marco, em Brasília, na Cimeira Bilateral Confea e Ordem dos Engenheiros de Portugal – OEP. Evento que acontece anualmente nos dois países, o encontro discorreu sobre os principais avanços do Termo de Reciprocidade mantido entre as duas entidades representativas da Engenharia, da Agronomia e das Geociências. Foi assinado um memorando de entendimento para a continuidade das tratativas de reciprocidade e definida a criação de um grupo técnico para o acompanhamento de novos protocolos entre as entidades.
A reunião contou com as participações dos conselheiros federais que logo depois dariam início à sessão plenária, no Confea, e ainda dos presidentes dos Creas Distrito Federal, eng. civ. Fátima Có; Sergipe, eng. civ. Jorge Silveira; e São Paulo, eng. telecom. Vinicius Marchese, além do superintendente do Crea-MG, eng. agr. Humberto Falcão, representando o presidente do Crea-MG, eng. civ. Lucio Borges.
Atuação estratégica
O presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, considerou que a relação entre as entidades vivencia um “momento interessante” com o debate de problemas que, segundo ele, só podem existir quando se está em um grau de maturidade avançado. “Temos um Termo de Reciprocidade consolidado, partindo da confiança entre as duas instituições. Nosso termo de cooperação é um caso único em nível mundial, considerando o relacionamento entre ordens e conselhos profissionais, em nível paradiplomático. E vamos avançar”, conclamou.
Além do livre-trânsito entre profissionais, temas como a acreditação de cursos foram incorporados ao diálogo. O assunto foi tratado na abertura da Cimeira, nesta segunda (13), no Confea. “No Brasil, o Confea pode estar à frente desse diálogo que envolve as escolas”, enfatizou.
O presidente do Confea destacou ainda que há cerca de 4 mil engenheiros brasileiros registrados na OEP, ao passo que no país há cerca de 300 portugueses já com a tramitação concluída. “Vamos avançar na certificação profissional e na acreditação. Com o apoio dos conselheiros federais, temos avançado na participação das mulheres no Sistema, alinhado com a Agenda 2030”, acrescentou. “Se o profissional é certificado, agiliza a questão da mobilidade profissional”, disse, citando a participação recente em conferência da American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Enginneers (Ashrae), em Atlanta, na semana passada.
Joel ponderou que, apesar dos avanços na participação dos engenheiros, há questões a serem mais bem tratadas em relação à recepção, pela OEP, dos engenheiros de nível sênior e ainda, no Confea, em relação à recepção do Acervo Técnico do engenheiro português. “Como os modelos de governança são diferentes, precisamos fazer ajustes, o que já está em 90%. Temos que consolidar os nossos aditivos, um passo que daremos ainda este ano”, disse.
Em seguida, destacou a necessidade estratégica dessa aproximação e consolidação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Quando fazemos inserção internacional precisamos ter uma união de esforços. A maioria dos países age em blocos e procura se agregar ou por região geográfica ou por blocos econômicos. Podemos fazer essa aproximação pela questão da língua, a terceira mais falada no mundo”, enfatizou. Foi apontado ainda pelo presidente Joel a possibilidade de estabelecer em memorando a criação da Federação de Ordens e Conselhos de Países de Língua Portuguesa, durante a 14º Encontro das Associações Profissionais de Engenheiros Civis dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Castelhana (CECPC), em Havana, nos dias 8 e 9 de março.
Fonte: Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Marck Castro – Confea




