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A construção civil não para. Um dos setores mais importantes para a economia brasileira se mantém resiliente mesmo com os recentes problemas de abastecimento e aumento de preço de matéria-prima. Segundo especialistas, a escassez de insumos se deve, entre outros fatores, à redução da produção no início da pandemia e à incapacidade de aumentar o ritmo na retomada, o consumo dos estoques – a construção civil foi um dos poucos setores que não parou completamente durante o auge da pandemia – e a concorrência com a demanda internacional, que enfrenta os mesmos problemas. Esse panorama, somado aos problemas de logística por conta do confinamento e restrições de viagens, causou um desabastecimento global.
Frente a esses desafios, foi necessário que construtoras e fornecedores encontrassem saídas para se adaptar e evitar que as obras sofressem altas excessivas. “Uma das maiores preocupações das construtoras era com os lançamentos e a manutenção das vendas dos empreendimentos já lançados. Mas elas se posicionaram a favor do diálogo com o consumidor e isso manteve a roda girando.
Setor se adapta ao momento para evitar atrasos e paralisações
Segundo o executivo, os fornecedores, principalmente de aço e concreto, foram os grandes responsáveis por esse aumento dos custos. Isso porque o reaquecimento da economia elevou a demanda por esses insumos dentro e fora do país. Mas, por outro lado, os fornecedores reinventaram sua logística para entregas programadas e passaram a oferecer às construtoras a opção de não estocar os insumos em canteiro de obras, otimizando espaço, conservação e diminuindo a incidência de furtos e roubos. “As construtoras também desburocratizaram processos para enfrentar essa fase, e acertaram compras com os fornecedores em grande quantidade, com valor ‘congelado’ e entregas programadas a médio prazo, evitando mais altas”, completa.
Essas mudanças tiveram efeito: segundo dados da ABRAMAT de outubro, 77% das indústrias de materiais pretendem investir nos próximos 12 meses. A associação também manteve a projeção de crescimento de 8% nas vendas de materiais de construção em 2021. Além disso, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) reviu a expectativa de alta do PIB da área de 4% para 5%. Se o número se confirmar, 2021 terá o maior crescimento para o setor nos últimos 10 anos.
Fonte: Revista News




