Construção Sustentável: mudança vai da prancheta até o descarte de resíduos

O caminho de uma obra de infraestrutura para ser totalmente classificada de sustentável é longo. Inicia-se nas pranchetas de engenheiros e arquitetos, passa pelo cumprimento das condicionantes exigidas no licenciamento ambiental, atravessa os canteiros dos empreendimentos e chega aos impactos após a sua conclusão.

sexta-feira, 13 de julho, 2012 - 10:29
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O longo percurso é reflexo direto do longo ciclo de vida do setor de construção, que vai da energia e da água usadas nos canteiros, passa pela gestão de resíduos sólidos e se estende ao uso racional do empreendimento depois de executado pelas construtoras. “A visão a ser usada é de longo prazo e exige mudança de cultura, o que pode ser acelerado com a implementação de políticas públicas para as grandes obras. É preciso analisar o balanço social, econômico e ambiental durante a vida útil do empreendimento, com avaliações periódicas”, afirma Manuel Martins, coordenador executivo do Processo Aqua para a certificação da construção sustentável e coordenador técnico da certificação de sistemas de gestão ambiental ISO 14000 da Fundação Vanzolini.Um exemplo de como o ciclo de vida a ser analisado é longo pode ser visto na área de habitação popular, em que o déficit estimado está entre cinco milhões a sete milhões de moradias no Brasil. Na região da Serra do Mar, litoral de São Paulo, o governo estadual buscou promover a construção de um loteamento sustentável no Jardim Casqueiro, em Cubatão.Com previsão de entrega para 2014, as unidades, já parcialmente ocupadas pela população que vivia em áreas de risco, visam garantir a estabilização das áreas de encosta, a recuperação ambiental da região, bem como a regularização fundiária por meio da oferta de novas unidades habitacionais.O terreno de 198 mil m² dará origem a oito lotes institucionais, sete lotes de áreas verdes, dois comerciais e 26 residenciais, ou seja, prevê-se a construção de um bairro e não de um condomínio habitacional de interesse social. Ele contará com 1.840 unidades habitacionais. As áreas residenciais são compostas por condomínios de diferentes tipos, com casas misturadas a prédios de quatro ou oito pavimentos e apartamentos de dois e três dormitórios.A arquitetura e o posicionamento das unidades criam ambientes bem ventilados e com insolação adequada. As edificações também possuem janelas de quatro folhas, que, no lugar das usualmente utilizadas duas folhas de correr com usufruto de metade de sua área, aumentam o conforto, a salubridade e reduzem custos com iluminação e ventilação artificiais.Fonte: Câmara Brasileira da Indústria da Construção

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