
Neste primeiro trimestre de 2012, o aumento do consumo de cimento foi 13,3% maior que o mesmo período do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, o dado teve 9,6% de expansão. Esses resultados motivaram o aumento da projeção para o consumo em 2012, de 6% para 8,1% . Esta perspectiva foi baseada no cenário positivo do crédito imobiliário, mercado de trabalho e investimentos em infraestrutura.As regiões Norte e Nordeste devem se destacar no consumo de cimento. Na Região Norte, a perspectiva se baseia nas grandes obras de geração hidrelétricas, com alta de 12,4% no consumo. Para o Nordeste, o crescimento deve ser de 11,2% . No Centro-Oeste, a projeção é de 10,1% de aumento. Apesar de a Região Sudeste ainda ser a maior demandante pelo material, o crescimento de seu consumo tem a menor projeção: 6,7% . Para o Sul, a alta deve ser de 7,2% .PreçosEm 2011, o preço do cimento teve alta de 5,8% . Neste ano, a estimativa é de que o índice tenha crescimento de 3,8% . Para o segundo semestre, o preço projetado é de R$ 23,77/ 50 kg, o que representa 2,3% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Esta projeção se baseia no usual aumento de consumo do material no segundo e terceiro trimestre do ano.A maior variação de preço no ano passado ficou na Região Sul, com alta de 12,2% . A justificativa é o menor fornecimento de cimento na área por dois motivos: no Paraná, a intensificação das chuvas no meio do ano prejudicou o fornecimento de cinzas do carvão, insumo do cimento. Em Santa Catarina, complicações nas rodovias interestaduais interromperam o abastecimento de material.Para 2012, a estimativa é que as regiões Norte e Nordeste também apresentem maiores elevações de preços, com 4% e 4,8% , respectivamente. Para o Sul, a alta deve ser de 3,5% e no Sudeste, 2,9% . No Centro-Oeste, a estimativa é que o índice tenha a mesma alta nacional de 3,8% .Os custos com transporte têm bastante influência na alta dos preços no território nacional, principalmente pelo consumo do Nordeste. Isso porque a relação entre preço e peso é baixa, fazendo com que as despesas de frete sejam altas. Assim, a distância entre a produção e o consumo se torna relevante.Fonte: Mútua
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