Consumo de cimento deve crescer 8,1 % no País

O consumo de cimento em 2012 deve manter o crescimento do ano passado, segundo estudo da Tendências Consultoria. Em 2011, a demanda cresceu 8,3% , de acordo com apurações feitas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic). Este aumento se deu tanto pelo crescimento do mercado imobiliário quanto pelas obras de infraestrutura.

quinta-feira, 17 de maio, 2012 - 13:54
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Neste primeiro trimestre de 2012, o aumento do consumo de cimento foi 13,3%   maior que o mesmo período do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, o dado teve 9,6%   de expansão. Esses resultados motivaram o aumento da projeção para o consumo em 2012, de 6%   para 8,1%  . Esta perspectiva foi baseada no cenário positivo do crédito imobiliário, mercado de trabalho e investimentos em infraestrutura.As regiões Norte e Nordeste devem se destacar no consumo de cimento. Na Região Norte, a perspectiva se baseia nas grandes obras de geração hidrelétricas, com alta de 12,4%   no consumo. Para o Nordeste, o crescimento deve ser de 11,2%  . No Centro-Oeste, a projeção é de 10,1%   de aumento. Apesar de a Região Sudeste ainda ser a maior demandante pelo material, o crescimento de seu consumo tem a menor projeção: 6,7%  . Para o Sul, a alta deve ser de 7,2%  .PreçosEm 2011, o preço do cimento teve alta de 5,8%  . Neste ano, a estimativa é de que o índice tenha crescimento de 3,8% . Para o segundo semestre, o preço projetado é de R$  23,77/ 50 kg, o que representa 2,3%  de aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Esta projeção se baseia no usual aumento de consumo do material no segundo e terceiro trimestre do ano.A maior variação de preço no ano passado ficou na Região Sul, com alta de 12,2%  . A justificativa é o menor fornecimento de cimento na área por dois motivos: no Paraná, a intensificação das chuvas no meio do ano prejudicou o fornecimento de cinzas do carvão, insumo do cimento.  Em Santa Catarina, complicações nas rodovias interestaduais interromperam o abastecimento de material.Para 2012, a estimativa é que as regiões Norte e Nordeste também apresentem maiores elevações de preços, com 4%  e 4,8%  , respectivamente. Para o Sul, a alta deve ser de 3,5%  e no Sudeste, 2,9% . No Centro-Oeste, a estimativa é que o índice tenha a mesma alta nacional de 3,8%  .Os custos com transporte têm bastante influência na alta dos preços no território nacional, principalmente pelo consumo do Nordeste. Isso porque a relação entre preço e peso é baixa, fazendo com que as despesas de frete sejam altas. Assim, a distância entre a produção e o consumo se torna relevante.Fonte: Mútua

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