
Na tarde desta quarta-feira (7), o conselheiro e secretário geral do Crea-AM, engenheiro agrônomo Carlos Moisés, representou a autarquia em um painel de discussões sobre o Receituário Agronômico, no último dia de programação da 15ª Semana de Agronomia (XV SEMAGRO) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O evento, promovido pelo Centro Universitário e Cultural de Agronomia (CUCA), comemora os 40 anos do curso na região. Mediada pelo professor Dr. Neliton Marques, do curso de Agronomia da Ufam, a mesa de debate foi composta, ainda, por Luiz Antônio da Silva, representante da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf/AM) e o ecólogo José Guedes, membro do Fórum Amazonense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos. “Devemos buscar a racionalização dos agrotóxicos, no sentido de utilizá-los de maneira mais inteligente, seja de pequeno, grande ou médio impacto. Isto diz respeito à responsabilidade socioambiental não apenas do engenheiro agrônomo, mas também de quem comercializa, utiliza ou recomenda os agrotóxicos”, enfatizou o professor Neliton, na abertura dos trabalhos. De acordo com o representante da Adaf/AM, entidade responsável pela fiscalização do conteúdo dos receituários emitidos, o acompanhamento é realizado dentro das possibilidades do quadro técnico da Agência. “Realizamos a fiscalização, mas também é necessário que os profissionais cheguem nas propriedades e avaliem a real necessidade do uso de defensivos agrícolas”, afirmou, lembrando que apenas engenheiros agrônomos e florestais, devidamente registrados no Crea, podem emitir o documento. O secretário geral do Crea-AM, engenheiro agrônomo Carlos Moisés, abordou em sua fala a atuação do Conselho diante da Lei 7.802/1989, conhecida como Lei do Agrotóxico. “Na década de 2000, o Brasil se tornou o maior consumidor de agrotóxicos do mundo e até hoje é o primeiro colocado. O receituário é uma tentativa de diminuir a abusividade desses produtos” afirmou, destacando a obrigatoriedade de profissionais habilitados para a aplicação do modelo. “Em relação aos técnicos agrícolas e tecnólogos da área de agropecuária e florestal, só podem emitir um receituário sob supervisão de um engenheiro agrônomo ou florestal”. O ecólogo José Guedes apresentou, em contrapartida aos malefícios dos agrotóxicos, a importância, para o mercado brasileiro e para os consumidores, do incentivo à produção orgânica. “É um mercado bilionário e que está crescendo. Já são cerca de 700 mil hectares de produtos orgânicos no país, que tem legislação para esses produtos desde 2003”, enfatizou. Também estiveram presentes no evento o fiscal do Crea-AM, engenheiro agrônomo Amadeu Lima, e o Superintendente-Adjunto de Fiscalização da autarquia, Francisco Gonzaga.Texto: Bianca Alves Fotos: Felipe Farias e Bianca Alves
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