
Argamassa estabilizadas, concretos especiais, aditivos cristalizantes e patologias do concreto foram os temas abordados na noite da última terça-feira (29), no I Workshop Amazonense de Tecnologia do Concreto. O evento foi realizado no auditório Auton Furtado Junior, da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e contou com o apoio institucional do Crea-AM, representado na ocasião pelo engenheiro civil Cláudio Guenka, presidente da autarquia. As palestras foram direcionadas a engenheiros, técnicos, tecnólogos, estudantes e ministradas por representantes de empresas atuantes do setor, no intuito de compartilhar as novas tecnologias relacionadas ao uso do concreto, um dos materiais mais importantes para a construção civil. “Eventos como esse são de extrema importância para os acadêmicos, pois apresentam tendências e novas tecnologias que estão sendo utilizadas no mercado e acabam sendo um complemento para o conteúdo que é visto na graduação”, ressaltou Marcelo de Almeida, coordenador adjunto do Crea Júnior Amazonas, iniciativa que tem a finalidade de implementar ações direcionadas aos futuros e jovens profissionais das áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. Para o engenheiro civil Frank Araújo, que ministrou palestra sobra patologias do concreto, um workshop específico sobre o tema visa destacar “os procedimentos a serem adotados para termos um concreto de boa qualidade, visando a durabilidade das estruturas que é o que preconiza as normas de desempenho atualmente”. No que se refere a argamassas estabilizadas, o engenheiro civil Eliron Maia abordou a importância desta parte do processo no acabamento de obras. “Levantamentos de entidades que produzem argamassa industrializada mostram que 98% das argamassas são rodadas nas próprias obras, sem muita preocupação com controle de qualidade”, afirmou. “O fato é que a argamassa está sujeita às variações de cada material utilizado no revestimento, temos blocos, tijolos diferentes, substratos totalmente distintos para a mesma argamassa. Isso explica os diversos problemas que existem em faixadas de edifícios, de uma forma geral”, apontou, destacando a qualidade de processo trazido com as argamassas industrializadas. Em relação a concretos especiais, Maia apresentou os concretos autonivelantes. “É uma tecnologia que nasceu no Japão e não necessita de vibração do concreto, tem uma auto compactação, pode ser utilizada em obras mais rápidas ou que apresentam cronogramas mais curtos, e com qualidade”, Sobre aditivos cristalizantes, a apresentação de Raphael Casal, engenheiro civil e consultor técnico da Penetron Brasil, teve o objetivo de compartilhar o conceito e a aplicação da tecnologia presente no sistema de cristalização utilizado pela empresa. “Aqui no Brasil, é um sistema relativamente novo, implementado em 2007, mas é muito difundido em outros países, como Estados Unidos e China, em substituição ao que temos como convencional, principalmente nas membranas”, enfatizou. “É um sistema aderido e parte integrante de uma estrutura de concreto, sela poros e capilares impedindo passagem de água, o que evita uma série de manifestações patológicas”. Bianca Alves Assessoria de Comunicação do Crea-AM [email protected]
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