
O Brasil ainda é carente de medidas inovadoras para dar destino a materiais de difícil reciclagem, tais como embalagens incomuns, produtos com prazo de validade expirados ou que se tornaram obsoletos. Apesar disso, cuidar do lixo alheio já é um negócio bastante promissor.Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), este segmento movimentou cerca de R$ 25 bilhões em 2013.A resposta para essa movimentação é simples: o assunto migrou – e continua migrando – de uma singela discussão sobre rejeitos de produção para um tema mais estratégico: as empresas buscam, cada vez mais, marcas especializadas na gestão de resíduos.As dificuldades de implementação, no entanto, permanecem. E ainda resta a dúvida do tamanho que este novo tipo de negócio pode atingir.Mas o fato é que as empresas que investem milhões e bilhões de dólares para construir uma marca, estão cada dia mais dispostas a proteger e valorizar o negócio desta forma. Recentemente uma parceria trouxe novos ares para o mercado: a TerraCycle Brasil e a RCR Ambiental anunciaram um trabalho em conjunto em logística reversa pré e pós-consumo. A primeira é líder mundial na última categoria, enquanto a RCR domina o mercado nacional pré-consumo.Com a união, as duas marcas podem ter acesso a grandes clientes que, além de cuidarem da coleta, armazenamento, descaracterização de produtos não comercializáveis e destinação final ambientalmente adequada – papel da RCR –, também podem criar estratégias para produtos que não se encaixam nas conhecidas lixeiras de plástico, papel, vidro e metal – trabalho feito pela TerraCycle.“As empresas nos procuram em busca de uma solução legítima e inovadora para o resíduo gerado por elas”, afirma Bruno Massote, presidente da TerraCycle Brasil, empresa que teve 10% de suas ações compradas pela RCR para que a parceria pudesse ser colocada em prática.A união surgiu a partir da sugestão de um dos clientes da TerraCycle, diante da constatação do caráter complementar do trabalho de ambas.Os percalços do lixoQue o setor está crescendo, ninguém tem dúvida. A RCR faturou R$ 40 milhões em 2012. “Mas acredito que ainda exista uma longa jornada até que todas as empresas se conscientizem e passem a investir em projetos de logística reversa para seus produtos e embalagens”, complementa Massote.Apesar de promissor, as empresas que se aventuram por esse mercado ainda têm muito trabalho pela frente.Fonte: Exame.com
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