
O ano de 2012 foi de polêmica e indecisão quanto as responsabilidades sobre as vias do Distrito Industrial de Manaus. As ruas e avenidas do bairro, localizado na zona Sul da capital, encontram-se em estado preocupante. Enquanto a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e o Município não chegam a uma conclusão quanto a conservação da região, buracos e crateras prejudicam e colocam em risco a vida de motoristas que passam pelo local diariamente. O impasse entre os órgãos impediu que os mesmos realizassem iniciativas de recapeamento na região. Com isto, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), decidiu intervir. Há cerca de cinco meses foram finalizadas as reformas em 28 vias do Distrito Industrial, dentre elas estavam as avenidas Buriti I e II, Grande Circular II, Oitis e Eixo Norte Sul, e as ruas Abiurana, Açaí, Acará Aruanã, Balata, Danilo Areosa, Ibixoco, Içá, Ipê, Itaúba, Javari, Mandi e Matrinxã. A operação “tapa-buraco” teve um investimento de R$ 6,8 milhões, mas não foi suficiente para resolver o problema. Procurada pelo portalamazonia.com, a assessoria da Suframa explicou que o órgão federal aguarda resultado da ação declaratória na qual deu entrada. Isto significa que caberá à Justiça decidir se é dever da Superintendência ou da Prefeitura de Manaus investir nas obras. Enquanto isto não acontece, o órgão preferiu não se manifestar sobre o assunto. Para o secretário da SRMM, Renê Levy, afirmou que, dada a condição de âmbito judicial, o melhor a se fazer é aguardar para saber de quem é a responsabilidade efetiva sobre a região. “É interesse de todos nós, cidadãos, que esta situação seja resolvida o mais rápido possível. Do contrário, as vias podem voltar ao estado precário em que se encontravam antes da operação Tapa Buraco”. Levy lembrou também que a recuperação das ruas feita pela SRMM ainda não é o trabalho ideal. “Por mais que a nossa obra tenha amenizado o problema, uma recuperação mais avançada deve ser feita no local. A tendência é piorar” Outra preocupação do secretário é a chegada da época de chuvas. Depois das obras realizadas nas principais vias, as mesmas voltaram a apresentar o mesmo problema. É possível constatar a presença de novos buracos nas estradas já revitalizadas. Com a constante presença de chuva e tráfego intenso, elas podem chegar a um estado ainda mais crítico. Cerca de três anos atrás, a SRMM fez parte de um convênio de iniciativa do Ministério Público Federal. O acordo previa a liberação de recursos financeiros por meio da Suframa para que a SRMM executasse as obras de revitalização da região. A secretaria desfez o acordo por conta da dificuldade de avanços nas negociações. Outro episódio da polêmica se deu no ano de 2011. A Suframa recebeu verba dos cofres da União, mas, para a obra ser realizada, era preciso a elaboração do relatório de impacto ambiental. A superintendência pediu apoio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e do exército para a realização do projeto, mas não obteve resposta. Isto impediu que a obra fosse iniciada e, para que não fosse devolvido à União, parte do dinheiro foi repassado para o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam). Fonte: Portal Amazônia
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