
O total de pessoas ocupadas na indústria teve variação negativa de 0,1% em agosto, frente ao mês anterior. A avaliação é da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, do IBGE, divulgada nesta quarta-feira(10). Em 12 dos 14 locais onde a pesquisa é realizada, a região Norte apresentou os menores números negativos (-1,5%) assim como a região Centro-Oeste. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,2%). Na comparação com agosto de 2011, o emprego industrial mostrou queda de 2,0% em agosto de 2012. Esse é o 11º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%). O índice acumulado nos oito primeiros meses de 2012 apontou recuo de 1,4% comparado a igual período do ano anterior. A taxa anual, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar -1,0%, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%). Ainda no índice mensal, o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 14 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para os números negativos vindos do vestuário (-12,1%), têxtil (-7,0%), calçados e couro (-6,1%), meios de transporte (-3,4%), outros produtos da indústria de transformação (-3,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,1%), papel e gráfica (-3,4%), madeira (-7,2%) e metalurgia básica (-4,5%). Por outro lado, o principal impacto positivo sobre a média da indústria foi observado no setor de alimentos e bebidas (3,6%). Número de horas pagas em agosto não varia em relação a julho Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o número de horas pagas recuou 2,6% em agosto de 2012, com taxas negativas em 13 dos 14 locais e em 15 dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de vestuário (-13,1%), meios de transporte (-5,5%), têxtil (-6,0%), calçados e couro (-5,2%), outros produtos da indústria de transformação (-4,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,4%) e papel e gráfica (-3,9%). Em sentido contrário, alimentos e bebidas (2,7%), indústrias extrativas (2,7%) e produtos químicos (0,7%) assinalaram os resultados positivos nesse mês. Entre os locais, ainda na comparação com agosto de 2011, as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram queda (-2,7%). São Paulo (-3,8%) apontou a principal influência negativa sobre o total do País. Outros impactos negativos vieram da região Nordeste (-3,5%), Rio Grande do Sul (-4,0%) e regiões Norte e Centro-Oeste (-2,7%). Valor da folha de pagamento real avança 2,2% em agosto Em agosto de 2012, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria avançou 2,2% frente ao mês anterior, eliminando a redução de 1,1% registrada em julho último. No confronto com agosto de 2011, o valor da folha de pagamento real cresceu 1,7% em agosto de 2012, 32º resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação. Neste quesito “valor da folha” as regiões Norte e Centro-Oeste (-2,2%) assinalaram o impacto negativo mais relevante nesse mês, influenciado especialmente pelo setor extrativo (-20,0%). Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real apresentou resultados positivos em 12 dos 14 locais investigados. As maiores influências sobre o total nacional foram verificadas em São Paulo (1,1%), Paraná (5,8%), Minas Gerais (3,3%), Rio Grande do Sul (3,6%) e Santa Catarina (3,5%). A Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário produz indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais, sobre pessoal ocupado assalariado, número de horas pagas e valor da folha de pagamento em termos nominais (valores correntes) e reais (deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), tendo como unidade de coleta as empresas que possuem unidades locais registradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, e reconhecidas como industriais pelo Cadastro Central de Empresas do IBGE. Fonte: Portal Amazônia
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