Em 1999, a Lei Complementar nº 97, que regulamenta a cooperação das Forças Armadas com o desenvolvimento do país, reforçou a importância desses profissionais, ao dispor que cabe às Forças Armadas “cooperar com órgãos públicos federais, estaduais e municipais e, excepcionalmente, com empresas privadas, na execução de obras e serviços de engenharia”. Isso inclui trabalhos como construção de estradas, ferrovias, pontes, viadutos, túneis, aeroportos, instalações portuárias, açudes, poços artesianos, tubulações de água e esgotos, mapeamentos e demarcações de áreas.
Dessa forma, tem sido competência da engenharia militar, além de suas missões clássicas de apoio ao combate em situações de guerra, uma atuação direta como colaboradora na solução de problemas do desenvolvimento, principalmente no que se refere ao desenvolvimento de infraestrutura em regiões distantes e de difícil acesso, onde a atuação acaba sendo onerosa demais e pouco interessante para a iniciativa privada.
Instituto Militar de Engenharia
Os engenheiros militares formam o Quadro de Engenheiros Militares (QEM). São oficiais que cursaram o Instituto Militar de Engenharia (IME) em uma das especialidades oferecidas, como cartografia, computação, comunicações, eletricidade, eletrônica, fortificação e construção, materiais, mecânica de automóvel, armamento e química. O IME oferece graduação de engenheiros em dez especialidades, além de mestrados e doutorados em nove programas de pós-graduação, que integram atividades de ensino e pesquisa.
Fonte: Confea
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