“Depois que desmoronou numa área rural, essas madeiras, esses entulhos passam pela área urbana. Temos que considerar também que, nessas regiões, não ocorreu desmoronamento só nas áreas urbanas, mas também nas rurais”, afirma o professor.
Segundo Volpato, se for feito um levantamento in loco se verá que “o desmoronamento ocorreu por ter sido acelerado e facilitado pela ocupação irracional também nas áreas rurais”.
Agricultores e pecuaristas
Apesar de criticar as mudanças no Código Florestal, Eleazar Volpato se diz preocupado também com a situação dos agricultores e pecuaristas. Ele entende que as punições não contribuem para a manutenção das florestas e dificultam a vida do homem no campo.
O professor sustenta que muitos instrumentos “altamente relevantes” nunca foram aplicados: “Os estímulos, atrativos, isenção de impostos, abatimento de Imposto de Renda de importâncias aplicadas na recuperação de florestas. E a própria administração florestal, desprotegida, desestruturada, tem na multa sua fonte de arrecadação. Em vez de fazer conscientização, elevar a autoestima dos agricultores, premiar quem mantém a floresta em pé, o que está se fazendo é o contrário.”
Fonte: Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA
Ascom CREA-AM
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