Entenda como uma tempestade solar gerou prejuízo em 40 satélites da Starlink

O fenômeno causou um leve aumento na densidade da atmosfera, como resultado, a força também foi ampliada e “puxou” os satélites para baixo

sexta-feira, 11 de fevereiro, 2022 - 14:22

Divulgação

Uma tempestade solar gerou prejuízo em 40 satélites da Starlink, que foram lançados recentemente pela SpaceX, outra empresa que também pertence à Elon Musk.

O fenômeno causou um leve aumento na densidade da atmosfera, como resultado, a força também foi ampliada e “puxou” os satélites para baixo.

Assim, os satélites devem reentrar ou já ter reentrado na atmosfera da Terra, e sendo queimados nesse mesmo processo, devido a tempestade solar que ocorreu na última sexta-feira (4), após uma erupção solar.

Tempestade solar gerou prejuízo em 40 satélites, mas não há risco de colidirem

De acordo com a SpaceX, algumas análises preliminares realizadas mostram que o aumento do arrasto dos satélites a baixas altitudes impediu que eles saíssem do modo de segurança, a fim de iniciar manobras que permitem aumentar a órbita deles.

Segundo a empresa, o GPS a bordo sugere que a velocidade de escala e a severidade da tempestade causaram um aumento até 50% maior no arrasto atmosférico em comparação aos lançamentos anteriores.

Na última semana, a empresa havia lançado 49 satélites, que foram liberados em uma órbita inicial, que os colocou 210 km acima da Terra, no ponto mais baixo da órbita.

Normalmente, a empresa costuma liberar os satélites em uma órbita baixa, a fim de serem descartados rapidamente caso ocorra alguma falha após lançamento.

Entretanto, no caso dessa tempestade geomagnética, essa órbita baixa foi a responsável por os deixar vulneráveis aos efeitos do fenômeno, causando esse prejuízo.

A SpaceX ressaltou que não há risco dos satélites deixarem usas órbitas e colidirem com outros que já estão em órbita, além de não haver fragmentos em solo.

Sobre as tempestades geomagnéticas

Normalmente, essas tempestades solares ocorrem quando o vento solar expele plasma e também correntes elétricas na magnetosfera da Terra.

Essa interação é capaz de aquecer a atmosfera superior da Terra, resultando em uma densidade da atmosfera alta o suficiente para afetar os satélites que estão em órbitas baixas.

Segundo a SpaceX, essa situação única demonstrou os grandes esforços empregados pela empresa para garantir que o sistema esteja na vanguarda da mitigação dos detritos orbitais.

Fonte: Canaltech e Starlink

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