Espaços dos camelódromos de Manaus serão conhecidos até o final da semana

Os locais dos quatro primeiros camelódromos, espaços para abrigar os vendedores ambulantes de Manaus serão conhecidos até o fim desta semana. A informação é do titular da Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro, Rafael Assayag. A pasta estudou, verificou e analisou documentação e valores dos espaços e aguarda o posicionamento da iniciativa privada para inícios dos empreendimentos.

quarta-feira, 23 de janeiro, 2013 - 11:36
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Os empresários entrarão com os custos das obras. O interesse é de construtoras, varejistas e até redes de shoppings. As galerias receberão os vendedores ambulantes, especialmente os do Centro. “Os novos espaços serão prioritariamente dos camelôs que trabalham no mesmo local há gerações. Existirá um código de condutas para todos, sobre limpeza, manutenção do entorno e retirada de lonas plásticas, por exemplo”, adiantou Assayag. Mini-shoppings nas zonas Norte e Leste Questionado sobre os outros vendedores ambulantes, o secretário reafirmou a possibilidade de transferência para Centros de Comércio Popular (minishoppings) em bairros nas zonas Norte e Leste de Manaus. Os locais são os mais solicitados pelos camelôs, devido ao potencial de vendas. A diferença entre as galerias (no Centro da capital) e os minishoppings na periferia são, basicamente, uma entrada por uma via e saída por outra (no primeiro caso) e o tamanho aumentado, nos futuros comércios em bairros. “O que falta para começarmos é a resposta dos empresários. Em seguida, ouviremos os camelôs. Após este processo, e com a aprovação de todos os interessados, anunciaremos medidas, prazos e valores. Não podemos divulgar os locais para evitar a especulação imobiliária e assim onerar os cofres públicos”, explicou o secretário. O prazo máximo para a construção, transferência dos camelôs do Centro para as galerias e Centros Comerciais é junho do próximo ano, quando Manaus recebe os atletas e turistas para a Copa do Mundo de Futebol. A capital tem cerca de 5 mil vendedores ambulantes, de acordo com Assayag. ‘Há espaço para deixar a cidade bonita e com camelôs’, explica o titular. Embate A construção do camelódromo e a consequente retirada dos ambulantes ainda é controversa até mesmo entre os vendedores. O presidente do Sindicato dos Camelôs do Amazonas, Raimundo Sena, falou ao portalamazonia.com que ‘a categoria não tem opção’. “Chegamos a uma situação complicada e há a necessidade de organizar o Centro. A nossa proposta é que a cada cinco ou 10 metros tivesse uma banca, de comida ou venda de produtos. Há espaço para deixar a cidade bonita e com camelôs”, afirmou o sindicalista. Sena falou ainda que cerca de 30% dos vendedores aceitam ir para outro local. E salienta a necessidade de um mapeamento para saber a quantidade exata de camelôs. Camelódromo embargado Na gestão do antigo prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, o Shopping Popular Provisório – o Camelódromo – foi em parte edificado, depois embargado pela Justiça Federal, em agosto de 2010. Mesmo com a decisão judicial, a obra continuou a ser construída. O MPF/AM moveu ação contra o prefeito da época e o então secretário municipal de Planejamento Urbano, Manoel Ribeiro, por improbidade administrativa. Também são réus na ação movida pelo MPF/AM o ex-superintendente regional do Iphan, Juliano Marcos Valente de Souza. De acordo com o MPF, Valente autorizou o início das obras sem que a autarquia federal sequer tivesse analisado o projeto, bem como a arrendatária do Porto de Manaus Estação Hidroviária do Amazonas S/A (EHA), a pessoa jurídica Rodway Centro Comercial S/A (UAI Shopping) e Elias Tergilene Pinto Júnior, à época sócio da UAI Shopping e responsável pela execução das obras do shopping popular. O caso ainda segue na Justiça.Fonte: Portal Amazônia

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