
Apresentado nesta segunda-feira pelo deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), o Rio/Clima tem como objetivo indicar um caminho para o enfrentamento do aquecimento global. O evento reunirá políticos, empresários, economistas, cientistas e acadêmicos de 17 países ou blocos de países.Estarão representados tanto aqueles que mais emitem gases de efeito estufa quanto os que são mais vulneráveis às mudanças climáticas.Entre os dias 13 e 15 de junho, serão realizados debates com o objetivo de definir propostas para a redução das emissões, a adaptação às alterações do clima e o financiamento da economia de baixo carbono. Depois, no dia 18, políticos e ex-políticos dos países participantes simularão a negociação de um acordo do clima. Os encontros serão realizados na Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio).”O objetivo é construir um cenário que mostre que é possível, sim, evitar o aquecimento”, explicou Sirkis, para quem isso poderá mobilizar a sociedade. Segundo ele, o encontro também fará recomendações para os chefes de Estado que se reunirão na Rio+20 entre 20 e 22 de junho e para os negociadores da COP 18, reunião da convenção do clima que será realizada em dezembro no Qatar.O deputado diz ainda que o evento pretende projetar o Rio como um “think tank” das questões climáticas, com “propostas criativas e ousadas” para o problema.Dentre os países ou blocos de países participantes estão a África do Sul, a China, a Índia, a União Europeia, os Estados Unidos, a Indonésia e as Maldivas.Nem todos os países, porém, enviarão delegações completas, compostas por cientistas, empresários e políticos. “Já mandamos mais de 20 cartas para deputados americanos, mas não conseguimos nenhum ainda”, exemplificou Sirkis.Segundo ele, entre as presenças já confirmadas estão a dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso — Lula ainda será convidado.Também são aguardados o ex-secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, e o secretário-geral da Eco-92, Maurice Strong.O show de encerramento, no dia 21, no Forte de Copacabana, será comandado por Gilberto Gil e pelo baterista do The Police, Andy Summers, que receberão convidados no palco.Presente ao lançamento do evento, o secretário estadual de Ambiente do Rio, Carlos Minc, elogiou a iniciativa de dar projeção às questões climáticas durante a Rio+20. “Apesar de todos os esforços e apesar da recessão, a temperatura continua subindo. Juntar mais de cem chefes de Estado e não tentar avançar nessa questão seria muito ruim”, disse.Sirkis também aproveitou a ocasião para criticar os chamados “céticos do clima”, que rebatem os argumentos de que o aquecimento global seja causado pelo homem.”O negacionismo climático é minoritário, mas estridente. Ele provoca na mídia um processo muito parecido com o que causava no passado o negacionismo do holocausto ou um médico que ia para a TV dizer que cigarro não causa câncer de pulmão”, comparou. “Isso dá audiência porque é nisso que as pessoas preferem acreditar.”Fonte: Folha.com
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