A pontuação dos vários desafios enfrentados nas práticas pedagógicas junto ao ambiente escolar e social. Essa foi a tônica das discussões, na manhã desta quarta-feira, propostas pelo professor Marcos Reigota, da Universidade de Sorocaba (Uniso), durante o I Simpósio Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade da Amazônia realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Para Reigota, apesar do tema ser tratado como se fosse um problema intransponível, a partir do momento em que existir o diálogo, será possível traçar alternativas, como também promover a proliferação de práticas de Educação Ambiental (EA).
Os dados foram apresentados durante a conferência “A Educação Ambiental Frente aos Desafios Contemporâneos” realizada na manhã desta quarta-feira (16/05), no auditório Eulálio Chaves, na Ufam.
Conforme Reigota, historicamente todos nós corremos o risco quando realizamos a EA, principalmente quando analisamos os riscos teóricos, metodológicos e políticos. “O maior desafio está em como implantar uma atividade de EA diante do marketing imposto pela sociedade capitalista, que trata a atividade apenas como produto e que não toca no cerne da Sociedade Brasileira, no sentido de que haja uma transformação para um Estado livre e democrático”, destacou.
Práticas de Ensino
O conferencista também destacou que o professor deve estar preparado, pois, muitas vezes, ele pode enfrentar problemas pontuais, como por exemplo, higiene pessoal. “Como posso falar de mudanças climáticas se vou enfrentar problemas que historicamente já poderiam estar resolvidos”, comentou.
O imediatismo e o automatismo da sociedade capitalista contemporânea foram pontuados como fatores negativos para o desenvolvimento da educação ambiental, pois eles apresentam resultados estanques, não levando em conta o processo histórico que dá o apoio necessário ao desenvolvimento dessa nova prática. Sobre isso, Reigota teme a dimensão política das práticas pedagógicas, pois elas estão virando moda, em razão de muitos se aproveitarem do discurso ambiental.
“O desafio é gerencial, pois a formação de profissionais que sejam capazes de levar a EA para a transformação social necessita, verdadeiramente, de profissionais sérios que não sejam cooptados pelo sistema. Para enfrentar os conflitos por meio da educação ambiental o profissional tem um papel fundamental no ensino”, finalizou.
Fonte: Fapeam
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