Experiências podem propagar sustentabilidade em assentamentos agrários

Embora não haja uma orientação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) sobre construções sustentáveis nos assentamentos rurais, exemplos pontuais mostram que esse conceito poderá, em breve, se propagar para todos os estados brasileiros.

terça-feira, 22 de maio, 2012 - 12:36
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Uma dessas experiências é o Programa Terra Sol, do Incra na Bahia, que visa a promover o turismo rural nosassentamentos agrários. Para isso, o Incra está reformando a sede de duas fazendas que se transformaram nos assentamentos de reforma agrária Baixão, em Itaetê, e Boa Sorte Una, em Iramaia, ambos na Chapada Diamantina. Uma terceira sede está em construção no município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, que reúne cinco assentamentos. A ideia, disse à Agência Brasil Alberto Viana, coordenador do Terra Sol na Bahia, é montar uma rede de meios de hospedagem para visitantes e turistas. “Conseguimos incorporar ao projeto todos os requisitos de sustentabilidade que um meio de hospedagem pode ter”. Entre eles, destacou a energia solar e eólica (dos ventos), o biodigestor, a tinta à base de água, o aproveitamento de água da chuva, a coleta seletiva de lixo. No Assentamento Eldorado, em Santo Amaro, um dos bangalôs está sendo adaptado para portadores de necessidades especiais, “que também é um quesito de sustentabilidade”. Outra preocupação é a incorporação da sustentabilidade social, a partir do mecanismo de autogestão dos empreendimentos pelas comunidades. “Assim como usar o próprio material da região para decorar e instalar as pousadas. Agora, a gente vai entrar com o projeto de paisagismo contextualizado, para utilizar plantas nativas”. Os empreendimentos serão administrados pelos assentados. “Quanto mais critérios de sustentabilidade tiver, mais demanda eles vão ter”. Os recursos obtidos com o turismo rural reverterão em benefício das comunidades e da manutenção das estruturas. O superintendente do Incra no estado do Rio, Gustavo de Noronha, disse que embora não haja experiência no estado, a meta é introduzir o conceito de construções sustentáveis nos assentamentos fluminenses de reforma agrária. O processo, contudo, ainda não foi iniciado. InspiraçãoO que está em fase de implementação no Rio de Janeiro são projetos de desenvolvimento sustentável (PDS) nos assentamentos ambientalmente diferenciados. “São dois projetos em fase de implantação. Uma das áreas já está com pedido de licenciamento ambiental. O nosso objetivo é, nos próximos anos, dar prioridade, no Rio de Janeiro, à criação de assentamentos ambientalmente diferenciados”, relatou Noronha. Segundo ele, nos projetos haverá construções sustentáveis. “Nos PDS, essa preocupação existe”. Outra experiência do Incra em termos de sustentabilidade foi feita em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) no Assentamento Trindade, localizado no município de Trindade do Sul (RS). Ela se refere à utilização de aquecimento solar para a limpeza da sala de ordenha. O sistema, copiado de iniciativa realizada pela Emater em Entre Rios do Sul, também no Rio Grande do Sul, trouxe ganhos para as cerca de 47 famílias que habitam o Assentamento Trindade. A energia solar beneficia hoje 22 famílias que trabalham em uma cooperativa que pertence ao assentamento.Fonte: Globo Rural

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