Faltam engenheiros no Brasil

Procura-se um engenheiro. Este é o título da matéria publicada na edição do dia 16 de dezembro na revista Veja, na qual aborda os problemas da falta de profissionais da área no país.

sexta-feira, 28 de dezembro, 2007 - 17:29
n


Empresas instaladas no Brasil são as mais afetadas pela escassez de engenheiros, já que o número de formações na profissão é baixo e a oferta de emprego, grande. A Vale, maior empresa privada do país, sente na pele isso. Apenas 5%, dos 400 mil currículos recebidos para preenchimento de vagas de trabalho, são de engenheiros. Mas para suprir a necessidade, seria necessário o dobro de currículos. Como solução, a Vale passou a recrutar estudantes universitários direto das universidades. Rui Tadashi, diretor do curso de Engenharia de Produção da Unifran confirma o que disse a revista. “A demanda é grande, alunos do terceiro e quarto anos da Unifran encontram estágios com facilidade. Agora, as empresas começam a buscar alunos do segundo ano”, revela.

Para se ter uma idéia do tamanho do problema, em 2006 cerca de 30 mil estudantes graduaram-se em engenharia no Brasil, ou apenas seis engenheiros em cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a revista, o ideal são 25 engenheiros por grupo, número este já alcançado por países como Coréia e China, onde, no mesmo ano, 80 mil e 400 mil engenheiros saíram das universidades respectivamente.

Por outro lado, a escassez de profissionais trouxe à tona um atrativo que, muitas vezes, é o diferencial para a escolha de um ensino superior: o salário. No último ano, o salário médio inicial saltou de R$1.500 para R$4.500. Nenhuma outra carreira registrou situação semelhante. Além disso, os alunos se formam hoje já com cinco oferta de trabalhos em vista.

De acordo com o economista Claudio de Moura Castro, a escassez se deve por dois principais motivos. O primeiro é a má formação nas áreas de matemática e ciências – duas das matérias mais odiadas – antes de ingressarem em um ensino superior. “Nenhum país conseguiu formar engenheiros em bom número e qualidade sem investimento maciço nessas duas áreas”.

O segundo é a limitação de cursos superiores diferenciais, como aqueles ministrados em escolas técnicas, as quais formam profissionais em dois anos, em média, ou seja, a metade do tempo de um curso superior tradicional.

A falta de engenheiros no Brasil, país em desenvolvimento e com infra-estrutura ruim, e resulta em um empecilho para o crescimento econômico.
fonte: Assessoria de Imprensa / Unifran

Veja mais