
Em dezembro do ano passado, segundo a pesquisa do Dieese, o preço médio de três quilos do produto custava R$ 4,25, passando para R$ 7,98 em junho de 2013 até ficar em R$ 6,62, em outubro, não retornando para os patamares anteriores. A cheia na Região Norte e a forte seca no Nordeste prejudicaram a produção e resultaram na elevação do preço do produto em quase 140%, em 12 meses, de janeiro de 2012 a janeiro de 2012. Com esses dois fatores a farinha, tornou-se produto caro e escasso na mesa da população local. No Amazonas, o consumo médio é de 3 quilos (kg), o dobro de outras regiões, aponta o Dieese. Apesar da alta demanda, a preferência começa a ceder. O consumo caiu de 38,5% nos últimos anos, segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), com o preço a R$ 5, o produtor apura R$ 15 mil com essa produção. Uma tonelada, em média, é consumida pela família. A segunda parte o produtor utiliza para a manutenção, compra de material, pagamento de empréstimo e sobra uma tonelada, que rende R$ 5 mil para todo o ano, o que gera uma renda de aproximadamente R$ 400. O secretário da Sepror, Eron Bezerra, admite que a produção artesanal tradicional é ineficiente para atender à demanda. “Se o produtor tiver um faturamento sobre 30 toneladas, o lucro será referente a 5 toneladas de farinha ou R$ 25 mil. Só assim vale a pena produzir, por isso eles estão abrindo mão dessas produções caseiras”, disse. Segundo Bezerra, a variedade Purus rende 30 toneladas de raiz de mandioca por hectare enquanto as variedades convencionais dão em torno de 12 toneladas. O tipo tradicional rende apenas três toneladas de farinha, com 25% do aproveitamento da raiz da mandioca. A tendência é estabilizar o preço do quilo em R$ 5 a R$ 6, estima o secretário, com a plantação de mais 20 mil hectares no ano passado, safra que começa a ser colhida. “Isso deve reduzir o preço com aumento da oferta”, explica. Em março, a Companhia de Recursos Minerais (CPRM) fará a estimativa oficial da cheia do próximo ano e, conforme resultado, os preços podem ser afetados. “A mandioca é plantada em terrenos firmes e várzeas altas, somente se a cheia for muito grande atinge essas produções”, explica o secretário. Fonte: D24am online
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