Federação prepara proposta para o desenvolvimento agropecuário do Estado

O documento foi elaborado a partir das discussões travadas no XI Seminário de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas, realizado nos dias 20 e 21 de setembro. O pleito número 1 do setor é o próprio incremento de recursos. Hoje, menos de 1% do orçamento do Estado é aplicado em atividades relacionadas ao setor primário, e não há nenhuma cadeia produtiva consolidada e funcionando a contento.

segunda-feira, 26 de setembro, 2011 - 14:28
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A Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (Faea) elaborou, após dois dias de debate com produtores, sindicalistas e representantes do poder público, uma carta com 52 propostas para o desenvolvimento agropecuário do Estado. O documento, que aborda questões como política agrícola, infraestrutura, assistência técnica, e regularização fundiária, entre outras, será encaminhado a órgãos do Governo do Estado, do Governo Federal e a instituições com atuação no setor primário.O documento foi elaborado a partir das discussões travadas no XI Seminário de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas, realizado nos dias 20 e 21 de setembro. O pleito número 1 do setor é o próprio incremento de recursos. Hoje, menos de 1% do orçamento do Estado é aplicado em atividades relacionadas ao setor primário, e não há nenhuma cadeia produtiva consolidada e funcionando a contento. A proposta da Faea é que o setor tenha pelo menos 3% do orçamento. Esses recursos seriam aplicados, por exemplo, no fortalecimento do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado (Idam), que conta com 400 técnicos para atender 90 mil produtores.O presidente do Idam, Edimar Vizzoli, admite que o quadro é insuficiente para atender a todos, mas acrescenta que o número de técnicos vem crescendo dentro das possibilidades do Estado. Por enquanto, a deficiência de técnicos é parcialmente suprida pela contratação de mão-de-obra terceirizada. A carta da Faea também sugere a criação de um programa de apoio a agroindustrialização. O titular da Secretaria de Produção do Estado (Sepror) Eron Bezerra, em seminário promovido pela Fundação Panamazonia, no Inpa, há duas semanas, apresentou o planejamento da secretaria para o setor, o que inclui a instalação de agroindústrias. O documento da Faea ressalta a necessidade de se ouvir os atores que tomam parte nesse processo. Uma forma de garantir essa participação seria por meio da criação do Conselho Consultivo de Assistência Técnica e Extensão Rural, que teria representantes da Faea, da Fetagri, da Sepror, do Idam, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), entre outros. “Esta proposta está dentro da visão de que as políticas públicas para o setor devem também considerar a participação dos beneficiários, do público alvo. O conselho seria um colegiado, com representantes dos diversos segmentos para acompanhar os programas e apresentar contribuições”, diz o presidente da Faea, Muni Lourenço. Problemas eternos também foram lembrados no documento, como a necessidade de asfaltamento de estradas e ramais dos municípios significantemente produtivos; de mecanização agrícola, de melhoria na qualidade da educação no interior, entre outros.Fonte: Portal A Crítica

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