Em Missão Técnica enviada ao país em maio deste ano, o engenheiro civil especialista em planejamento urbano Aluizio Câmara, indicado pelo GT para representar o Confea, constatou que a fragilidade das construções e a escassez de assistência técnica por parte de profissionais capacitados na execução de obras são alguns dos principais problemas.
Dentro desse contexto, a criação de uma entidade que possa regulamentar as profissões de engenharia, arquitetura e agronomia e fiscalizar as ações dessas categorias está entre os objetivos mais importantes, sendo tema amplamente discutido na reunião. A sugestão do GT é de implantação de um projeto de criação de um Colégio de Engenheiros no Haiti. Foi unânime a ideia de que é preciso estabelecer um intercâmbio entre o Brasil e o Haiti.
O conselheiro federal e coordenador do GT, Kléber dos Santos, acredita que a inserção deve ser planejada e estruturada de forma a não desrespeitar aquele país. “A ideia é tornar o Confea líder na formação do Colégio sem ferir a soberania do Haiti”, afirmou.
A ação estratégica para formalizar a construção do Colégio será dividida em três fases, que deverão ocorrer nos dois países. Na primeira, o Brasil vai sediar um workshop para a discussão e organização de propostas, que contará com a participação da ABC; da União Pan-americana de Associações de Engenheiros (Upadi); e de engenheiros, arquitetos e agrônomos brasileiros e haitianos. Para isso, o Palácio do Itamaraty já confirmou que vai trazer representantes do Haiti para conversar com representantes do Confea.
Na segunda fase o GT sugeriu a realização de uma reunião no Haiti, para apresentação e sistematização das propostas lançadas na primeira etapa. A terceira e última fase prevê um seminário de fechamento, também no Haiti, com a presença dos governos brasileiro e haitiano, além de entidades do setor de engenharia. “Queremos aproveitar o momento de calamidade para ajudar o país haitiano a construir um trabalho de engenharia próprio e de qualidade”, destacou Kléber.
A previsão de conclusão das três fases é até o final do segundo semestre de 2010, mas as propostas debatidas pelo GT ainda precisam ser estudadas pela ABC, que deve ainda devolver o documento para eventuais ajustes.
Fonte: Confea
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