
O maior comprador nacional é o Estado de Minas Gerais, que responde por 19% do total de madeira comercializado para outros estados. No cenário internacional, a Holanda lidera as negociações, com 46% da madeira amazonense exportada no período. Os dados fazem parte da pesquisa ´Diagnóstico Florestal do Estado do Amazonas´, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam). De acordo com o coautor do livro, o coordenador do Programa Manejo Florestal do Idesam, André Vianna, o maior gargalo da exploração madeireira no Amazonas é o licenciamento. O processo demora uma média de 32 meses para ser concluída. “A lentidão propicia que o manejo seja feito de forma irregular, pois o manejador nem sempre espera o prazo para começar a atividade, e em algumas situações, quando o processo termina, o requerente já nem tem mais interesse na atividade”, constatou o pesquisador do Idesam. Vianna afirmou ainda que 7% das áreas florestais desmatadas eram fruto da supressão vegetal – desmatamento legal e licenciado – em 2010. No ano posterior, apenas 0,02% do desmatamento no Estado aconteceu nesses territórios. O pesquisador concluiu que a população em geral não segue os planos de manejo de supressão vegetal. “O desmatamento licenciado acontece apenas em Manaus e por indústrias grandes”, afirmou. A publicação afirma que 26% dos planos de manejo não foram colocados em prática devido à demora no processo de licenciamento. No Amazonas, 69% dos planos são de pequena escala e foram responsáveis por apenas 9% da madeira licenciada em 2010 e 2011; e 98% dos processos analisados tinham pendências durante o licenciamento. Para aperfeiçoar o licenciamento, o estudo propõe aumento do quadro de funcionários do Ipaam – órgão responsável pelo procedimento -; descentralização dos escritórios que expedem a licença, que hoje estão concentrados em Manaus; e otimização da fiscalização por meio do sensoriamento por imagem de satélite. A pesquisa O estudo sobre a situação florestal do Estado foi realizado a partir da análise de dados do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A publicação é um projeto executado com recursos do Gordon and Betty Moore Foundation e parceria com Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e o Ipaam. Para acompanhar remotamente a exploração de madeira no Amazonas dois pesquisadores do Idesam foram capacitados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), no Pará. “Acompanhar os processos por imagens de satélite traz informações mais precisas e rápidas, com o adicional de não ser necessário deslocar equipes para o local analisado”, explicou Vianna. Fonte: Portal Amazônia.com
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