Indústria do Amazonas demitiu mais do que contratou em maio, diz Caged

De acordo com dados divulgados hoje, indústria registrou saldo negativo de 2.266 vagas.

terça-feira, 24 de junho, 2014 - 17:10
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Em maio, o número  de demissões superou o de contratações no Amazonas, especialmente na indústria, que registrou saldo negativo de 2.266 vagas.Em relação ao mês anterior, o Estado apresentou um resultado 0,56% menor que o alcançado em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A construção civil teve o segundo pior desempenho no período, com saldo negativo de 356 vagas no mês, uma queda de 1% na comparação com abril. O melhor resultado do mês foi alcançado pelo setor de Serviços, que fechou com saldo positivo de 41 vagas, um crescimento de 0,02%. Ao todo, o Amazonas obteve saldo negativo de 2.604 vagas, que é o número resultante da quantidade de vagas abertas, subtraído o número de demissões. Nos primeiros cinco meses de 2014 o saldo acumulado de empregos com carteira assinada do Estado registrou queda de 1,12%, com a perda de 5.290 vagas. Em maio a indústria de transformação contratou 4.658 pessoas, mas demitiu 6.924. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas afirmou, na semana passada, que alguns processos de demissões em massa já vinham acontecendo no setor. “As empresas contrataram, produziram para a Copa do Mundo e agora decidiram que não venderam o suficiente. Agora eles vem com história de crise, deram férias coletivas e começaram a demitir”, disse Santana. O segmento de Construção Civil também já sinalizou uma diminuição no ritmo dos lançamentos, o que ficou comprovado com o saldo negativo de 356 postos de trabalho em maio. O segmento registrou a maior queda acumulada deste ano. De janeiro a maio o índice negativo de 7,39%.Em negociação salarial com a categoria dos trabalhadores, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) Eduardo Lopes, afirmou que o reajuste deste ano será menor, devido a expectativa do mercado para o segundo semestre. “Ao longo dos cinco últimos anos, na época das vacas gordas, os trabalhadores tiveram ganho real de 1,5% a 2%, agora estamos na época das vacas magras, poucos lançamentos imobiliários, grande oferta de produtos no mercado, bancos oferecem menos crédito e tudo isso impacta no acordo porque a mão de obra vai direto para o aumento (do preço) dos nossos produtos”, disse o presidente do Sinduscon, após a quarta reunião de negociação.Apenas os segmentos de Serviços, que teve saldo de 41 vagas, Comércio, com saldo de oito empregos, e serviço industrial de utilidade pública, com seis novos postos, obtiveram resultado positivo em maio. Brasil. No acumulado de 2014 o número de empregos gerados no País cresceu 1,34%, o que equivale ao acréscimo de 543.231 postos de trabalho. Se considerados os últimos 12 meses, o aumento foi de 867.423 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 2,15%.O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, chamou atenção para a média de empregos gerados mensalmente no país, considerada alta. “Mantivemos uma ótima média mensal de 123 mil empregos. Mesmo com a falta de empregos no mundo, o Brasil continua sua trajetória positiva de geração de postos de trabalho”, ressaltou.No mês de maio foram gerados 58.836 empregos formais no Brasil, um crescimento de 0,14% em relação ao estoque do mês anterior. O aumento mantém a trajetória de expansão, com um total de 1.849.591 admissões no mês e os desligamentos atingindo 1.790.755, o que resultou no resultado positivo no mês, sendo o segundo e o maior montante já registrado para o período, respectivamente.Fonte: Portal Em Tempo

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