
Cerca de 212 mil trabalhadores – esse é o montante de contratações que a indústria do petróleo e gás brasileira deve demandar até 2014, segundo o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). A afirmação é do coordenador do projeto, Marco Antônio Ferreira. E o Amazonas está na rota dessa abertura de vagas.De acordo com Ferreira, o número é resultado de um estudo, feito a pedido da Prominp, que levantou a demanda de mão de obra no setor petrolífero. O resultado foi de um campo com enorme oferta de vagas. “Essas são as lacunas que verificamos em nosso plano de negócios”, disse.Apesar de boa parte dessas contratações serem motivadas pela exploração do pré-sal, o crescimento do setor na região Norte também terá sua participação na procura por trabalhadores. O Amazonas é o maior produtor terrestres de petróleo e gás natural do Brasil e entre os cinco maiores produtores do País, incluindo os de plataformas marítimas.Para formar parte desses trabalhadores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou a criação de cursos de engenharia na área de petróleo e gás em Tefé (a 575 quilômetros de Manaus). As aulas devem ser ministradas no Instituto Federal de Educação de Ciência e Tecnologia (IFET), ainda a ser construído no município.Ao todo, já foram comprovadas reservas de 104 milhões de barris de petróleo no Estado. Para aumentar esses números, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou, em agosto deste ano, que os invenstimentos no Estado devem chegar a R$ 4,5 bilhões nos próximos quatro anos.TreinamentoO Prominp é um programa do governo federal criado para treinar trabalhadores para atuarem no setor de petróleo e gás natural. Ferreira explicou que a coordenação do programa levanta os investimentos programados e estima quantos trabalhadores serão necessários para que os projetos sejam executados.Quando a demanda é detectada, o Prominp promove cursos de qualificação, que treinam os trabalhadores para que estejam aptos a trabalhar nos projetos programados. De acordo com Ferreira, 78 mil trabalhadores já foram qualificados desde 2006. Número que deve aumentar por causa do desenvolvimento da cadeia do petróleo.Fonte: Portal Amazônia.
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