
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), principal índice utilizado para reajuste de financiamentos imobiliários, ganhou ritmo e subiu 1,80% em maio, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (26 de junho) em levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A principal influência de maio partiu do índice relativo a materiais, equipamentos e serviços, cuja alta registrada foi de 2,93%, contra 2,17% de abril. Três dos quatro subgrupos apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, em destaque para os materiais para estrutura, cuja taxa atingiu 2,91%.
Já a alta nos preços dos serviços para a construção passou de 0,52% em abril para 0,95% em maio. Neste grupo, destaca-se o avanço da taxa do item projetos, que passou de 0,41% para 1,95%. Enquanto a mão de obra registrou elevação de 0,99% neste mês contra 0,01% em abril.
Consequências
Com a nova variação, o custo da construção acumula alta de 6,92% em 2021 e de 14,62% nos últimos 12 meses. Isso significa que quem comprou um apartamento na planta em maio de 2020 teve um saldo devedor reajustado em mais de 14%, agora.
Vale lembrar que quando um comprador financia um imóvel na planta, não apenas compra como também financia a construção desse empreendimento. E essa construção está sujeita à variação do custo dos materiais utilizados que, nesse caso, utiliza o INCC para reajustar o saldo devedor durante essa fase.
(Fontes: FGV e Ag.Brasil/ Imagem: Mark Potterton/ unsplash/ divulgação)




