
Rajadas de ventos com mais de 65 km/h atingiram a capital amazonense na noite da última terça-feira (18). De acordo com a chefe do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), Lúcia Goulart, a previsão é de mais temporais como este nos próximos dias. As fortes chuvas serão acompanhadas de descargas elétricas, comuns durante o verão amazônico. No mês de setembro é comum a ocorrência das trovoadas secas – fenômeno típico no Estado devido à enorme área de floresta tropical preservada. Lúcia afirma que este ano há maior intensidade e frequência nas chuvas, que também atingem as demais cidades do Amazonas. “O temporal de ontem (18) foi parecido com o de sábado (15). Este sistema meteorológico caracterizou-se pela grande quantidade de descargas atmosféricas e pela forte intensidade do vento. Embora possam ocorrer durante todo ano, tais eventos apresentam maior recorrência no verão amazônico. É quando a energia à superfície é mais abundante, produzindo maior aquecimento”, explicou No último sábado (15), também houve forte chuva na capital e alguns bairros também ficaram sem luz elétrica. Ao contrário de ontem, os ventos de sábado foram menos intensos. O Inmet registrou as velocidades de 37,4 Km/h às 23h e de 56,5 km/h à meia-noite. Segundo Lúcia, a ocorrência de redemoinhos (ventos em espiral formados pela convecção do ar em dias quentes, com maior incidência de sol) ocasiona tamanha força. Equilíbrio De acordo com a chefe do Inmet, para a natureza encontrar o equilíbrio, Manaus ‘cedeu’ à pressão das baixas temperaturas, resultando no temporal. Isso porque as chuvas já aconteciam durante a manhã e tarde desta terça-feira (18) em todos os municípios amazonenses, exceto na capital. As descargas elétricas acontecem devido ao choque de milhares de partículas presentes na atmosfera, junto às rajadas de vento. Segundo Lúcia, os relâmpagos e trovões não são vilões. “São as descargas que ionizam a atmosfera. Isso é extremamente necessário, pois o nosso ar está muito poluído e os trovões ‘queimam’ estes excessos de gás carbônico e outras partículas maléficas ao ser vivo”, afirmou Lúcia.Fonte: Portal Amazônia
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