Inscrições de trabalhos para Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental terminam nesta sexta-feira

Paineis, palestras, minicursos, workshops e sessão de pôsteres de trabalhos debaterão assuntos referentes aos pagamentos de serviços ambientais no Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental, que ocorrerá de 14 a 16 de setembro em Guarapari (ES). As inscrições já estão abertas. O prazo para envio de trabalhos é 15 de julho.

quarta-feira, 13 de julho, 2011 - 12:29
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Entre os objetivos do congresso estão o debate sobre problemas e alternativas para o desenvolvimento dos serviços ambientais, conhecer as inovações tecnológicas do setor e o estágio atual e estratégias para implantação e conservação de florestas ambientais, e tratar dos procedimentos legais, mecanismo e experiências no pagamento de serviços ambientais.
De acordo com o engenheiro agrônomo do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) – uma das entidades promotoras do congresso – Miguel Angelo Aguiar, qualquer proprietário que conserva o solo e adota práticas que não agridem o meio ambiente, por exemplo, está prestando serviços ambientais. “Se o produtor tem biodiversidade, água limpa, sem contaminação, solo sem poluição, se ele faz agropecuária sem degradar, ele faz um serviço ao meio ambiente e deve ser incentivado para isso”, defende Miguel, integrante da comissão técnica do Congresso que avaliará os trabalhos enviados. Para ele, o principal ponto do Congresso será discutir as diversas formas de conceder esse incentivo e trocar as boas experiências do setor para multiplicá-las no Brasil e no mundo.
De forma abrangente, o congresso, no entanto, não se limitará a discutir os incentivos. A conferência de abertura abordará, por exemplo, a importância das florestas no desenvolvimento sustentável. Os painéis previstos na programação tratam além do pagamento de serviços ambientais e outros mecanismos de incentivos florestais (com exemplos de experiências bem sucedidas), as legislações florestal e ambiental como instrumento de processo de adequação; o uso sustentável de florestas; as oportunidades e os desafios na gestão de unidades de conservação; a regeneração natural de florestas; e experiências do setor privado no reflorestamento de florestas ambientais. Afora os painéis, um workshop de dois dias tratará exclusivamente sobre o pagamento de serviços ambientais. Haverá também três palestras simultâneas sobre metodologias e estratégias para restauração de ecossistemas florestais, uma para cada tipo específico de bioma: mata atlântica, Amazônia e cerrado.
Os minicursos ocorrerão simultaneamente e o participante pode optar entre participar do workshop ou aprender sobre recuperação e conservação de nascentes e matas ciliares; inovações tecnológicas na recomposição florestal; quantificação de carbono capturado pela biomassa; ou produção de mudas de espécies nativas florestais.
O preço das inscrições varia entre R$ 190 e R$ 480, dependendo da data da inscrição (quanto antes, mais barato) e se o participante é profissional ou estudante. Os quatro minicursos são pagos à parte. Cada um custa R$ 50 para profissionais e R$ 25 para estudantes. Faça sua inscrição.
Trabalhos
A programação conta ainda de um momento para apresentação de pôsteres. A comissão técnica que selecionará os trabalhos dos pôsteres recebe resumos até esta sexta-feira, 15 de julho. Os temas estão divididos entre os relacionados com reflorestamento ambiental (enriquecimento de áreas, recuperação de áreas de preservação permanente e reserva legal, georreferenciamento, marcação de matrizes, sementes e mudas, melhoramento genético, manejo florestal, etc) e os relacionados com pagamento por serviços ambientais (recursos hídricos, boas práticas agrícolas, créditos de carbono, etc). Mais informações sobre inscrição de trabalhos.
O congresso é promovido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), pelas Secretarias de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesa e de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo, pelo Centro de Desenvolvimento do Agronegócio, pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo e pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente.

Fonte: Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Confea

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