
Empresários e trabalhadores do Amazonas também comemoraram o resultado da votação da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que manteve a alíquota interestadual do ICMS da Zona Franca em 12%. Representantes do Sindicato, da força sindical e das principais federações do Estado do Amazonas também estiveram em Brasília para acompanhar a votação e destacaram a vitória e a união política em torno da questão. A principal preocupação era com os efeitos que mudanças nas vantagens econômicas poderiam influir nos investimentos na região e consequentemente na geração de empregos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), Waldemir Santana, destacou a importância do resultado para a manutenção dos empregos na região e criticou os opositores que não reconhecem os problemas locais encontrados no Amazonas. “Nós queremos um direito que é nosso. Queremos continuar trabalhando como sempre estivemos. Não queremos favor, não queremos roubar empregos e empresas do Sul e Sudeste. Queremos poder trabalhar tanto quanto eles, competir com o resto do País.Políticos unidos pelo bem comum do Estado O governador Omar Aziz e o prefeito Arthur Neto também celebraram a conquista do Estado na votação de ontem. Os dois foram a Brasília na segunda-feira e fizeram questão de destacar a conquista para o Estado. O senador Eduardo Braga, líder da bancada amazonense no senado, se mostrou otimista com o resultado da votação. Para o governador é preciso mais união entre os Estados pelo bem do país. O governador fez questão de destacar o sacrifício feito pelo Amazonas na questão da preservação ambiental. “Eu entendo a votação de hoje como uma vitória de um polo de desenvolvimento econômico nacional, que é o que representa hoje a Zona Franca de Manaus. Mas essa é uma batalha, ainda temos outras pela frente até o Plenário. Agora cabe a nós, à nossa equipe técnica, fazer os esclarecimentos para derrubar o discurso puro e simples de região contra região, povos conta povos. Nós fazemos sacrifícios pelo Brasil e um deles é a preservação da Amazônia, e esse sacrifício do povo do Amazonas precisa ser compensado”, comentou. O prefeito Arthur Neto destacou a importância da união entre os políticos amazonenses para conquistar essa vitória. “Houve uma adesão enorme de empresários, trabalhadores, prefeito, governador. Está provado que se superarmos as divergências políticas, que são coisas menores, conseguiremos compensar a dificuldade numérica que temos em relação a São Paulo. Conseguimos ser mais fortes”, declarou. Na sexta-feira, às 10h, Arthur Virgílio Neto será recebido pela presidente Dilma, no Palácio do Planalto, ocasião em que conversará também sobre a necessidade de manutenção da vantagem comparativa para a Zona Franca de Manaus. O senador Eduardo Braga se mostrou empolgado com a diferença de votos conquistados a favor do Amazonas. O resultado final ficou de 16 a 9. “Eu creio que a manifestação dos senadores já mostra o indicativo, pela sua imensa maioria. Foram 16 votos favoráveis ao projeto. Claro que cada instância é uma instância e cada luta é uma luta. Mas nós estamos vencendo a guerra pelo bem do trabalhador brasileiro, pelo bem do país, pelo bem da Amazônia e pelo bem da Zona Franca de Manaus”, comemorou. Nas últimas semanas o senador buscou conversar com os demais senadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste para mostrar que esses Estados não teriam perdas com a diferenciação para o nosso Estado. Essa manobra de São Paulo é conversa fiada e egoísmo” comentou. Waldemir elogiou a postura dos governantes diante da situação, mas também cobrou que seja feita uma descentralização do polo para gerar empregos no interior. “Notei união do Amazonas e Manaus e não aquele compromisso partidário que costumamos ver. Essa foi uma vitória da produção industrial do Amazonas e do Brasil. Agora precisamos pensar na outra etapa de votação, sem esquecer dos problemas do PIM; temos projetos em Manaus que monopolizam o polo na Região Metropolitana, deve ser estudado uma forma de beneficiar os outros municípios também. A nível de geração de emprego e divisão de renda” concluiu. Wilson Périco, presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) destacou que o Amazonas venceu apenas a primeira batalha, a tranquilidade para as indústrias do PIM só acontecerá após o encerramento dessa discussão. “Após outra votação a situação ficará mais tranqüila para preservação da competitividade, só vencemos o primeiro round, temos uma imensa luta pela frente. O encerramento da questão dará a tranquilidade que precisamos”, comentou Outro destaque ressaltado por Périco é que as vantagens cedidas a Zona Franca estão na Constituição. O presidente do Cieam também criticou o discurso paulista. “Não podemos desrespeitar a Constituição e temos que respeitar mais ainda a questão das desigualdades regionais. Não pode tratar os diferentes de forma igual. Tem que tratar o diferente de forma diferente. O Norte, principalmente Manaus, não tem ligação por estrada de ferro para o restante do País. Isso eles não buscam levar em conta”, explicou. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, também buscou ressaltar a importância da vitória e da manutenção do modelo para Manaus. “Estamos convencidos da importância de manter o esforço concentrado para a garantia da conquista, que não beneficia somente a Zona Franca de Manaus, mas também todos os Estados abrangidos pela área de atuação da Suframa. É certamente a vitória de um modelo econômico que diminui as desigualdades sociais regionais do país e comprovadamente preserva a nossa biodiversidade”, explicou.Fonte: Portal Amazônia
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