Manaus coberta por fumaça proveniente de queimadas

Mais uma vez, Manaus amanheceu coberta por uma nuvem branca que, além de mudar o cenário da capital, surpreendeu muitos de seus moradores, incomodados com o cheiro que tomou conta da cidade.

terça-feira, 22 de outubro, 2013 - 15:18
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A fumaça, segundo o meteorologista Gustavo Ribeiro, do 1º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), não foi provocada por nenhum fenômeno meteorológico. De acordo com ele, o que encobriu o céu de Manaus, nas primeiras horas da manhã dessa segunda-feira (21), foi a fumaça proveniente de queimadas, provavelmente provocadas pelo homem. “Não há nada, meteorologicamente falando, que possa ter causado isso. Não teve raios, não há neblina, não é névoa. Bem provável que seja queimada em algum município, que está sendo trazida para Manaus pelo vento. Algum município que está a Leste ou Sudeste de Manaus, ou mesmo de Estados vizinhos”, explicou Ribeiro. A fumaça desencadeou o agravamento de problemas respiratórios no estudante Ney Farias que, apesar de morar no bairro Tarumã, na Zona Oeste, disse ter sentido o cheiro de queimado. “Sofro de bronquite, rinite e sinusite, e quando saí de casa e me deparei com essa fumaça e o cheiro, as alergias começaram a aparecer”, contou. Moradora do bairro Flores, na Zona Norte, Elis Freitas, 36, relatou que a fumaça mudou a “vista” que ela tem da cidade ao percorrer a avenida Governador José Lindoso (das Torres). “Normalmente, vejo os prédios no horizonte, mas hoje (ontem) só era possível ver parte deles surgindo em meio à nuvem de fumaça”, contou. Apesar de moradores das zonas Oeste e Norte terem relatado a presença da “nuvem” nessas localidades, foi nas zonas Centro-Sul e Sul que a incidência da fumada foi maior, informou o meteorologista. No aeroporto de Ponta Pelada, no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, o problema também foi reportado. “As pessoas estão informando ocorrência de fumaça e cheiro típico de queimada em toda a cidade, mas na Zona Sul está mais intenso. Às 7h, o aeroporto de Ponta Pelada reportou que havia fumaça no local. No entanto, não pudemos observar nos satélites o que está provocando essa nuvem. Pode ser várias pequenos focos de queimada, provavelmente, do outro lado do rio”. Apesar da análise do Inmet, o Corpo de Bombeiros do Amazonas informou que não foram identificadas, na manhã dessa segunda-feira (21), queimadas no entorno de Manaus. Ao longo do ano, a corporação registrou 144 incêndios em vegetação na área urbana da capital, 59% a menos do que em todo o ano passado, quando foram identificados 358 ocorrências. Risco ‘alto e crítico’ de fogo O Portal do Monitoramento de Queimadas e Incêndios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta que, entre os dias 19 e 21 de outubro, foram registrados 13 focos de incêndio no Estado Amazonas enquanto que, no Mato Grosso, esse número chegava a 122 e, em Rondônia, 70. De acordo com os satélites do instituto, muitos desses focos estão localizados no Norte de Rondônia e Noroeste do Mato Grosso, perto das fronteiras Sul e Sudeste do Amazonas. Apesar do baixo número de focos de incêndio no Estado, o Inpe classifica como “alto” e “crítico” o risco de fogo em municípios localizados no entorno da capital, especialmente a Leste e Sul de Manaus, como, por exemplo, em Urucurituba, Boa Vista do Ramos, Barreirinha, Autazes, Careiro da Várzea, Itacoatiara e Rio Preto da Eva. Os dados consideram o período de 0h do dia 20 até 15h (horário de Brasília) dessa segunda-feira (21). Fonte: Portal A Crítica

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