Manaus debate infraestrutura necessária para a Copa de 2014

Aeroportos, mobilidade urbana e estádio foram os temas principais do primeiro painel da udiência pública sobre a Copa de 2014, realizada no último dia 12 de maio, em Manaus-AM. Foi o oitavo evento do projeto “Confea/Crea em Campo”, que está promovendo debates em todas as capitais brasileiras que serão sede dos jogos da Copa do Mundo. O objetivo é alertar a população sobre a necessidade de cobrar transparência nos gastos públicos realizados para a viabilização da infraestrutura necessária e até mesmo de observar os projetos que serão executados e cobrar que eles sejam capazes de deixar um legado permanente para as cidades.

sexta-feira, 13 de maio, 2011 - 12:37
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Esse primeiro painel, intitulado “Infraestrutura”, foi mediado pelo presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Júnior, e composto por três palestras – a primeira sobre o “Projeto Copa no Amazonas”, apresentada pelo arquiteto e urbanista Miguel Capobiango Neto, coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa em 2014 (UGP Copa) em Manaus. Segundo ele, o mapa de investimentos em infraestrutura para viabilizar a realização dos jogos em Manaus contará com recursos dos governos federal e estadual, além da iniciativa privada.
As interferências, segundo Capobiango, estão sendo pensadas como uma oportunidade de que os investimentos resultem em legado permanente para a cidade. O maior projeto, até o momento, é a “Arena da Amazônia”, localizada no centro da cidade. Ela terá capacidade para 40 mil pessoas, requer investimentos em torno de R$ 586 milhões e, atualmente, tem 39% do projeto executado e o prazo para conclusão da obra é junho de 2013, para que o estádio possa ser usado também na Copa das Confederações.
Os responsáveis pelo empreendimento têm buscado a utilização de tecnologia sustentável, conceito que está presente desde a demolição do estádio Vivaldo Lima, cujas estruturas foram redirecionas para reutilização em obras de municípios menores, no interior do Estado. Além da preocupação ambiental, o projeto prevê também recursos para garantir a acessibilidade, tanto dentro do estádio como no entorno. “A arena contará com tribunas de mídias, áreas de exibição para patrocinadores, catracas para a entrada, centro de ingresso, área para as TVs e cobertura jornalista”, detalhou Capobiango.
BRT Manaus
A segunda palestra, ministrada pelo gerente da UGP/Prourbis, Claudemir José Andrade, tratou de questões relativas ao transporte público, especialmente no que se refere ao BRT Manaus. O BRT é um sistema de transporte de alta capacidade e baixo custo, que utiliza veículos sobre pneus, articulados ou biarticulados, que trafegam em caneletas ou vias específicas. Sua utilização vem se ampliando e a tecnologia já foi adotada em cidades brasileiras, como, por exemplo, Curitiba e Goiânia, e também em outros países, como México e Índia. Entre as vantagens desse meio de transporte estão a bilhetagem automática, os terminais e estações diferenciadas, a utilização de rede wi-fi para utilização de Internet, além da possibilidade de informar o públicos sobre os horários e a localização dos veículos.

De acordo com Andrade, há uma grande atenção para a implantação do BRT, pois essa tecnologia possibilita a requalificação urbana, já que o projeto prevê ações de arborização e acessibilidade e estimula a população a utilizar o transporte público. Em Manaus, o projeto contempla corredores leste-centro e Leste-oeste, com capacidade para 25 mil passageiros.
Aeroporto Eduardo Gomes
Para concluir o painel, o superintendente do aeroporto internacional Eduardo Gomes, Aldecir de Oliveira Lima falou sobre reforma e ampliação do terminal de passageiros. Segundo ele, o projeto observará questões relativas à acessibilidade. Entre outras ações, haverá ampliação das vagas do estacionamento, de 672 para 2773 vagas. Haverá ainda dois níveis operacionais de embarque, espelho d’água (aquaterrários) e aumento das salas de embarque. “Haverá projetos de resgate cultural. As fechadas terão uma lateral simbolizando os rios da Amazônia”, destacou Lima. O custo da obra está estimado em R$ 228 milhões e o prazo para conclusão é de 25 meses.
Fonte: Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Confea
Ascom Crea-AM

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