Manaus terá mais oito estações meteorológicas

Unidades farão parte da Rede de Mudanças Climáticas da Amazônia, da UEA, que já monitora Presidente Figueiredo, Iranduba e Novo Airão

segunda-feira, 20 de outubro, 2014 - 17:47
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Com o objetivo de fornecer informações para a Defesa Civil, setores ambientais, produtivos, infraestrutura e para os centros operacionais de previsão do tempo, no monitoramento de chuvas e temporais, o projeto Rede de Mudanças Climáticas da Amazônia (Remclam), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) deve implantar mais oito estações meteorológicas em Manaus. Atualmente, 12 estações monitoram tempo e clima na capital e nos municípios de Presidente Figueiredo, Iranduba e Novo Airão. As estações monitoram e  analisam parâmetros meteorológicos, entre eles, chuva; radiação solar; temperatura; umidade relativa; rajada de vento; direção do vento; umidade do solo. Os dados coletados ficam disponíveis e são atualizados a cada dez minutos no endereço eletrônico do remclam.Nascido como objeto de estudo do curso de Meteorologia da UEA, o projeto, criado em 2008 e implementado em 2011, também tem o objetivo de fomentar os estudos de tempo e clima. “O projeto surgiu para que se criassem redes de estações automáticas, com dados em tempo real. Tem uma importância para a questão de informações de recursos humanos, disponibilizando dados para serem analisados e estudados. Assim, auxiliam-se as pesquisas na universidade e se fornece informações para o setor ambiental e Defesa Civil”, explicou a coordenadora do Remclam, professora Rita Valéria Andreoli de Souza, do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente da UEA.  Conforme Rita Valéria, o projeto pretende reforçar e consolidar a infra-estrutura da Rede de Meteorologia e Hidrologia do Amazonas. “Esses resultados demonstram uma aplicabilidade prática com atividades de monitoramento e previsão climática, com vistas a geração de informações e boletins prognósticos. Estes são perfeitamente aplicáveis ao planejamento e tomada de decisão nas diversas atividades econômicas, em particular no setor de agricultura/agropecuária e geração de energia hidroelétrica, os quais são imprescindíveis para o pleno desenvolvimento das cidades urbanas e rurais situadas na Amazônia”. As 12 estações foram instaladas na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) da Rodovia AM-010 e no Campo Experimental do Caldeirão, em Iranduba; Escola Superior de Tecnologia (EST) da UEA; Policlínica da UEA; Instituto Federal do Amazonas (Ifam); Goamazon; Colégio Militar de Manaus; Museu da Amazônia (Musa); Embrapa localizada em Iranduba, caldeirão; município de Novo Airão; base da EST no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); e na UEA de Presidente Figueiredo.A montagem das estações, segundo a professora, é realizada dentro da própria universidade pelos alunos de iniciação científica e com os pesquisadores. “Temos os pesquisadores envolvidos com a instituição, que junto com os alunos montam na universidade para depois levar para as bases. Além do mais, há um grupo de alunos que também trabalha com a análise dos dados que as estações fornecem”, dissse. As estações possuem sensores que são capazes de identificar a temperatura, direção do vento, velocidade, pressão atmosférica, precipitação, radiação fotossinteticamente ativa, entre outros. A cada segundo, as estações estão programadas para efetuar medidas e registrar dados a uma frequência de 5 minutos. Todas as medidas são enviadas para um servidor, através de comunicação GSM, e assim podem ser acessados em tempo real. Conforme Rita, os dados gerados pelo projeto são públicos e já despertam o interesse do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). “Tivemos um contato prévio com os responsáveis, sobre as informações que disponibilizamos. Eles estão verificando como vão incorporar em seus sistema estas informações, mas está em desenvolvimento”, explicou.O Remclam tem apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FJNEP) com a participação de pesquisadores do Inpa, Ufam e do projeto Inteligência Socioambiental Estratégia da Indústria do Petróleo na Amazônia (Piatam).Fonte: Portal D24am

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