
No Amazonas, os municípios da calha do Juruá são os que mais sofrem com a enchente dos rios. Ipixuna, Itamarati, Carauari, Eirunepé e Guajará decretaram situação de emergência e juntos, segundo levantamento da Defesa Civil do Estado do Amazonas, somam mais de oito mil famílias afetadas com os impactos da cheia. Entre os principais danos estão alagamento de casas e perdas de plantações e animais. De acordo a Defesa Civil, mil famílias permanecem desabrigadas. Como ajuda humanitária, a Defesa Civil enviou para os municípios, na última terça-feira (9), 8 toneladas de alimentos, 4 mil redes e medicamentos combater doenças intestinais, de pele e febre, além de vitaminas. Os municípios receberam ainda cestas básicas e produtos de higiene pessoal. Na calha do Alto Solimões, a cheia do rio Solimões colocou Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Santo Antônio do Içá em situação de atenção, sendo este último o único a registrar o desastre perante o órgão. De acordo com o 10º Boletim de Monitoramento Hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em Tabatinga o nível do rio Solimões está a 57 cm abaixo do registrado na mesma data do ano passado, quando houve a maior enchente, 13,82 metros. Entretanto, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) aponta que no período de 17 a 25 de abril chuvas intensas são esperadas no Amazonas. Leia mais: Cheia em rios da Amazônia deixa em alerta Defesa Civil de três estados Sete municípios da Amazônia são mais atingidos com enchentes, diz pesquisa Segundo o secretário de Defesa Civil, tenente-coronel Roberto Rocha, todos os municípios já receberam o alerta para informar as condições locais. A principal preocupação é com a dificuldade que algumas novas prefeituras estão enfrentando para lidar com o problema. Outras regiões do Amazonas suscitam preocupação no titular do órgão. “Estamos hoje com um metro e quarenta para que o Madeira supere a cheia recorde. O Baixo Amazonas também está bastante alto; Itacoatiara também. Nossa preocupação também são as chuvas isoladas no Médio Purus, o caso de Canutama e Tapauá”, afirmou Rocha. Manaus Na capital amazonense, áreas que podem ser atingidas pela cheia do rio Negro estão sendo monitoradas. A Defesa Civil Municipal visitou os bairros São Raimundo, Glória, Presidente Vargas, São Geraldo, São Jorge e Educandos. As famílias que residem em casas identificadas com alto risco de desabamento serão cadastradas para receberem o aluguel social da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). Caso a família já seja cadastrada pelo Prosamim, a Defesa Civil fará o laudo e entregará o documento ao Estado. O monitoramento será feito semanalmente na orla e nos bairros de Manaus. Cheia do rio Negro, em Manaus. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia Na última quarta-feira (10) a Defesa Civil iniciou a construção de pontes nos bairros monitorados. No bairro da Glória, zona Oeste da capital, uma ponte com 110 metros no beco Vitória beneficia a locomoção de 800 famílias. No beco Coronel Salgado, a ponte mede 80 metros. A Defesa Civil estima três novas pontes serão entregues no bairro até o início da próxima semana. De acordo com o primeiro alerta emitido Serviço Geológico do Brasil (CPRM), no último dia 1, é possível que o rio Negro chegue a cotação de 29,45 metros até 15 de junho. Mesmo abaixo da cheia histórica de 2012, quando o rio Negro atingiu 29,78m, o fenômeno de 2013 é considerado preocupante pela Defesa Civil. Fonte: Portal Amazônia
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