Nanolanterna promete celulares que detectam vírus no ambiente

Pesquisadores do MIT (USA) construíram uma lanterna em nanoescala, inserida dentro de um chip

quinta-feira, 27 de maio, 2021 - 09:49

 

Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) construíram uma lanterna em nanoescala, inserida dentro de um chip, que promete transformar telefones celulares em  sensores capazes de detectar vírus, bactérias e outros objetos microscópicos.

 

Sensores de luz

Utilizando a técnica de espectroscopia, que faz o aferimento de dados físico-químicos através da transmissão, absorção ou reflexão da energia radiante incidente em uma amostra técnica; os pesquisadores utilizaram nesse experimento um feixe de luz disparado sobre o material. Como todos os materiais interagem com a luz de maneira diferente, a análise da luz fornece uma espécie de “impressão digital” desse material.

Só que os espectrômetros atuais são grandes. Uma versão miniatura deles pode não apenas tornar tudo portátil e mais simples, como também abrir novas aplicações, como um telefone celular com sensores capazes de identificar vírus ou bactérias, por exemplo.

 

Nanolanternas

O pesquisador Robin Singh e sua equipe do MIT, além de criar uma nanolanterna dentro de um chip feita com fotônica do silício, também criaram uma plataforma que permite fabricar nanolanternas que emitem luzes com diferentes características, cada uma adequada à um tipo de aplicação.

A equipe usou isso para criar uma lanterna específica com um feixe colimado, onde os raios de luz são perfeitamente paralelos uns aos outros e que é fundamental para vários tipos de sensores.

Neste caso, a lanterna era formada por 500 estruturas retangulares em nanoescala, de diferentes dimensões. Nanoestruturas com outras dimensões e espaçamentos, e em diferentes números, criam diferentes tipos de feixes de luz que, por sua vez, são úteis para outras aplicações.

(Fonte: Revista Nature Scientific Reports. Artigo: “Inverse design of photonic meta-structure for beam collimation in on-chip sensing”/ Imagem: divulgação)

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