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Mesmo com o grande volume de telefones celulares comercializados no mundo, principalmente no Brasil, a indústria ainda encontra oportunidades de negócio para a telefonia fixa nas regiões Norte e Nordeste do País. Os custos finais acabam sendo menores que as operações móveis quando ocorrem em localidades distantes. A informação é do engenheiro mecânico Tomio Torii, durante reunião com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), engenheiro civil Cláudio Guenka, na sede da autarquia, em Manaus. Torii, ex-conselheiro do CREA-AM e também atuou como vice-presidente do Conselho, explica que as condições geográficas da Amazônia, por exemplo, dificultam a instalação e interligação de cabos e fios do setor de telecomunicações; enquanto que a telefonia fixa pode chegar, por meio da comunicação via satélite, em boas condições para atender comunidades distantes e menores e a um custo mais baixo que o da telefonia móvel. “A partir do lançamento do telefone celular, a produção da telefonia fixa passou a ter uma vida mais curta, porém, em regiões distantes ainda é possível utilizar essa tecnologia com eficiência e bons resultados, pois o celular, para essas aplicações, ficaria muito mais caro”, comenta o engenheiro. Ele informa também que a banda larga pode ser levada através da telefonia fixa a esses lugarejos e que teriam maior possibilidade de aproveitar serviços oferecidos pelas máquinas de cartão de crédito/débito, “uma vez que esses equipamentos funcionam com precariedade no interior do Estado”. “A ideia é continuar produzindo itens de telefonia fixa que ainda teriam campo e competição a nível de custo”, acrescenta. TECNOLOGIA NACIONAL O engenheiro atua na Trópico Sistemas de Telecomunicações da Amazônia. A empresa funciona na Zona Franca de Manaus (ZFM) desde 1994 e é a única do Brasil que ainda fabrica centrais de telefonia fixa, utilizando uma tecnologia totalmente nacional. O auge da fábrica ocorreu em 1999, na mudança da telefonia analógica para digital. Atualmente, a empresa atua também no desenvolvimento de softwares, na sede em Campinas (SP). A fábrica de Manaus, além das centrais de telefonia fixa, produz partes e peças necessárias à manutenção dos equipamentos usados em todo o País. Em relação à telefonia fixa, a empresa está trabalhando na remodelação do seu principal produto, permitindo o acesso remoto. O engenheiro explica que hoje há um custo de operação e logística, com transporte de pessoal e outras despesas, quando há necessidade de verificação de uma central telefônica. Com o acesso remoto, esse custo seria reduzido consideravelmente, deixando o produto mais competitivo. “Por conta da limitação de recursos, as operadoras têm dificuldade de absorver esse custo”, ressalta. O engenheiro também acrescenta que o produto tem “melhor robustez para esse tipo de aplicação”, com adaptação mais fácil à região tropical do que os concorrentes. VISITA AO CREA-AM O engenheiro mecânico Tomio Torii, que estava morando em São Paulo e foi transferido para Manaus, aproveitou a reunião com o presidente do CREA-AM para também conhecer as ações que vêm sendo desenvolvidas desde o início do ano pela nova gestão da autarquia. Ele ainda percorreu os setores do Conselho, conversou com funcionários, recebeu as boas-vindas dos servidores e da diretoria, e encerrou a visita dizendo estar feliz pela acolhida e por estar novamente na trabalhando na capital amazonense. Ouça trecho da entrevista concedida pelo engenheiro Tomio Torii ao Portal do CREA-AM Veja mais fotos AQUI Texto e fotos: Acyane do Valle Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]
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