Os riscos de fios e instalações elétricas mal conservados por toda a cidade

Menos de duas semanas após a morte da jovem Camila Nunes Dib, que caiu de um trio elétrico , na Praia de Copacabana, ao tentar se desviar de um fio instalado pela Light no local, basta dar uma volta pela cidade para perceber que há perigo em vários locais, não apenas para foliões. Pedestres, crianças e banhistas podem ser vítimas de uma infinidade de fios caídos de postes, deixados no meio da rua ou até na areia das praias. Convidados pelo GLOBO, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Agostinho Guerreiro, e o engenheiro eletricista, Luiz Antonio Cosenza, vistoriaram alguns pontos e ficaram horrorizados com as condições dos postes do Rio.

quinta-feira, 3 de março, 2011 - 10:19
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– É um absurdo deixarem fios soltos, principalmente na praia, de onde as pessoas saem molhadas. Dependendo da descarga, um choque pode matar – diz Agostinho.
Na Avenida Atlântica, em frente à Avenida Princesa Isabel, havia riscos na altura do rosto e dos pés dos banhistas: um poste apresentava diversos fios caídos, bem na altura dos pedestres. Na areia, também era possível ver problemas: alguns fios, envoltos por conduítes rasgados em diversos pontos, e outros sem nada em volta.
Outros pontos críticos foram identificados no Largo do Machado. No playground da praça, um poste tinha um emaranhado de fios à mostra, a cerca de 1,5m do chão, altura em que qualquer criança poderia botar a mão.
– Se estes fios estiverem energizados e desencapados podem dar choques fatais. É um absurdo um poste assim ao lado de um local onde crianças brincam – observou o presidente do Crea.
Diante da pracinha, fios saíam de um poste e passavam pelo chão, sem proteção, em um canteiro perto de um ponto de ônibus de grande movimento.
– Quando chove, esse canteiro, por onde as pessoas passam para atravessar a rua, alaga. Com esses fios, a poça pode ficar toda energizada. É um risco – afirmou Agostinho.
Na Rua Gago Coutinho, em Laranjeiras, mais irregularidades. Um fio vermelho, que saía de um poste em direção ao letreiro com o nome da rua, estava exposto, já que a proteção, feita com cimento, apresentava rachaduras. No poste propriamente dito, havia buracos causados pela corrosão. Incrédulo, O engenheiro chegou a pôr a mão na fenda, por onde passam os fios:
– Por essa rua, passa um bloco, com foliões. Se chover, um fio exposto pode provocar uma tragédia.
A Light informou que não é responsável por nenhum dos postes vistoriados. A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Rioluz, enviará técnicos aos locais e vai programar os atendimentos, caso seja confirmada a responsabilidade do órgão.
Fonte: Mútua Caixa de Assistência do Crea
Ascom Crea-AM

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