Os robôs entram em cena

O diretor do Centro para negócios Digitais do instituto de Tecnologia de Massachusetts, Erik Brynjolfsson, criou uma polêmica que vem repercutindo desde julho entre os maiores especialistas em tecnologia e trabalho do mundo ao afirmar que, nos Estados Unidos, a tecnologia está eliminando empregos em uma velocidade maior do que os está criando.

terça-feira, 10 de dezembro, 2013 - 18:15
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Em um de seus estudos, publicado pela edição de julho/agosto da MIT Technology Review, Brynjolfsson relaciona, em um gráfco, a produtividade (quantidade de valor gerado por unidade de horas trabalhadas) com o número de novos empregos originados pela economia americana.Sua conclusão: desde a Segunda Guerra Mundial até o ano 2000, o ganho de produtividade teve como consequência o crescimento econômico, que demandou mais profissionais. A partir de 2000, a produtividade continuou aumentando ano após ano, mas a velocidade de criação de novos postos de trabalho diminuiu drasticamente.Brynjolfsson atribui à tecnologia o incremento de produtividade associado à perda de postos de trabalho. As máquinas e os robôs, diz Brynjolfsson, tornaram o trabalho humano efciente a ponto de substituir por completo os profssionais de algumas áreas em serviços financeiros e jurídicos e em atividades na educação e na medicina.No Brasil, esse debate ainda engatinha no meio acadêmico, e a substituição do profssional por máquinas é uma realidade, principalmente nos bancos. Veja a seguir de que forma a tecnologia afeta o trabalho de profissionais de diferentes áreas.MedicinaO que muda com o avanço da tecnologiaNa medicina, a robótica é um campo em crescimento, principalmente na área cirúrgica. Nos Estados Unidos, 98% das cirurgias de próstata são feitas com auxílio de robôs. No Brasil, existem apenas dez máquinas desse tipo, concentradas em hospitais particulares de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Porto Alegre.Como afeta os hospitaisHá robôs recém-adquiridos pelas escolas de medicina da USP e da Unifesp. Por isso, os hospitais precisam treinar os funcionários internamente.Fonte: Exame.com

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