
Com a proposta de colaborar com a solução para esta questão e para a consequente ausência de análises periódicas que estabeleçam prazos de validade adicionais aos de vencimento, permitindo estender o uso de produtos que ainda apresentem condições íntegras, foi lançado na terça-feira (10) o livro Shelf Life para a Indústria Química. A obra enumera quais testes devem ser realizados em estudos de estabilidade, que, por sua vez, indicarão até quando determinada substância química atende os requisitos mínimos de qualidade e aplicabilidade. Os testes incluem fatores relacionados a condições de temperatura, umidade, luz e embalagem, por exemplo, e podem ser aplicados em linhas de produção de diversos segmentos de atuação da indústria química. Os estudos que deram origem ao livro foram realizados durante o doutorado de Luciana Rodrigues Oriqui, orientada por Milton Mori, professor da Faculdade de Engenharia Química da Universidade Estadual de Campinas (FEQ/Unicamp), e co-orientada por Pedro Wongtschowski, engenheiro químico e membro do Conselho de Administração da Ultrapar – empresa financiadora do projeto, que atua, entre outros, no segmento de especialidades químicas. “Dialogamos para encontrar um tema relevante do ponto de vista acadêmico que, ao mesmo tempo, apresentasse soluções para um problema efetivo da indústria química brasileira. Surgiu, então, a questão da determinação do shelf life [prazo de validade, em inglês] que, até o momento, é muito mais arte do que ciência – e queremos transformar em mais ciência e menos arte”, disse Wongtschowski durante o lançamento do livro. A frase remete à ausência de estudos de estabilidade específicos para o setor de produtos químicos, que contava até então apenas com parâmetros da indústria farmacêutica na atribuição dos prazos de validade. Fonte: Ciência em Pauta
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