Petrobras irá testar diesel ecológico que pode reduzir 70% da emissão de gases poluentes

Inicialmente, três linhas de ônibus operadas pela Auto Viação Redentor, em Curitiba, devem testar o diesel com apenas 5% de conteúdo renovável durante seis meses

quarta-feira, 5 de janeiro, 2022 - 11:54
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Divulgação.

A Petrobras e a Vibra Energia irão testar no Paraná (PR), um diesel ecológico que pode reduzir em até 70% a emissão de gases poluentes.

Os testes com o novo “Diesel R5” devem ser realizados ainda este mês, e até seu “lançamento” oficial, deverá contar com 15% de conteúdo renovável.

Inicialmente, três linhas de ônibus operadas pela Auto Viação Redentor, em Curitiba, devem testar o diesel com apenas 5% de conteúdo renovável durante seis meses.

Nesse período, ambas empresas devem fornecer aproximadamente 120 m³ do diesel para os veículos de Curiba, a fim de avaliar a sua influência em:

redução de emissões;
desempenho;
manutenção em situações reais.

Diesel ecológico está sendo gerado na REPAR

O novo diesel está sendo gerado, de forma experimental, na Refinaria Getúlio Vargas (REPAR), e sai com 5% de diesel renovável (também chamado de diesel verde), enquanto o restante é diesel mineral.

Os 10% restantes serão responsabilidade da Vibra Energia, que fará a adição de biodiesel éster e entrará o produto final aos consumidores com 15% de conteúdo sustentável.

Segundo os estudos divulgados, esse diesel deverá reduzir cerca de 70% das emissões de gases poluentes, em comparação ao diesel mineral, que é derivado do petróleo.

Além disso, o combustível também poderá ser fabricado em unidades voltadas ao coprocessamento, em locais de hidrotratamento de óleos vegetais, assim como o diesel de petróleo.

R5 já é utilizado no exterior

No Brasil, o combustível renovável ainda não é utilizado de forma industrial, mas a tecnologia já é utilizada em vários países no exterior.

Entre seus destaques está sua utilização na Europa e nos Estados Unidos, por ser uma forma econômica e rápida de se introduzir a sustentabilidade nesse mercado, devido as unidades nas refinarias de petróleo que já existem e podem ser utilizadas para esse fim.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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