
Leia a moção na íntegra
Brasília, 31 de outubro de 2008.
Especialmente tenso, o mês de outubro de 2008 foi sacudido por uma crise econômica que, originada pelo mercado imobiliário norte-americano, explodiu em todas as economias do mundo.
Para o Brasil, essa crise, não detectada pela maioria dos analistas que nos últimos meses se dedicaram a prospectar o futuro, chega no momento em que, animado por um crescimento de 5,2% do PIB em 2007, o País ampliava as possibilidades de desenvolvimento, principalmente na área tecnológica com a exploração de petróleo em águas profundas e na produção de biocombustíveis, entre outros.
Avaliando os primeiros impactos da crise na economia brasileira os analistas econômicos projetam em 3,2% o crescimento do PIB para 2009, o que sinaliza possibilidades de cortes nos orçamentos, tanto públicos quanto privados.
Em diversos países do mundo, as providências adotadas neste momento foram de reduzir juros, reduzir carga tributária e aumentar os gastos públicos como forma de minimizar a crise e manter a produção.
Historicamente no Brasil, em momentos de crise, fazemos o inverso, aumentando juros e reduzindo gastos públicos. O governo brasileiro sinalizou recentemente com a manutenção da taxa de juros e “economizar menos para aliviar a crise”. Os investimentos em infra-estrutura e a Educação são áreas mais atingidas com a redução do orçamento e praticamente desaparecerem investimentos em valorização de professores, investimentos em pesquisa e melhorias de infra-estrutura das universidades. Diante desse quadro, a ameaça concreta de que a revisão orçamentária alcance a área educacional preocupa instituições de ensino e a redução de investimentos a toda cadeia produtiva e em particular o Sistema Confea/Crea que vem a público manifestar-se contra medidas nesse sentido, e apoiar a manutenção dos investimentos públicos, redução dos juros e da carga tributária, bem como a redução do superávit primário hoje praticado.
Parceiro de entidades como a CAPES e a Andifes, e de órgãos federais como o Ministério da Educação, o Sistema Confea/Crea vem acompanhando o interesse de jovens que voltam a considerar a Engenharia como uma das opções profissionais estimulados por um mercado de trabalho carente de profissionais habilitados. Não podemos deixar frustrar novamente a esperança.
Neste momento é preciso e necessário fomentar a Educação e não cortar investimentos sob pena de caminharmos na contra-mão da história de países que, através do domínio do conhecimento, comandam o desenvolvimento mundial.
Fonte: Confea
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