
Ao acompanhar a tendência mundial de aproveitamento de combustíveis mais limpos, o Brasil tem investido na expansão do uso de gás natural. Com essa crescente demanda, investimentos no setor têm se intensificado para confirmar o potencial gaseífero na Amazônia. Prova disso é o anúncio da empresa HRT, nesta quarta-feira (12), que confirmou o potencial de produção em larga escala do produto no poço (1-HRT-9) perfurado na bacia do Solimões, no Amazonas. Com a conclusão dos testes de formação do poço, os resultados indicam um potencial de produção de até 3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, quando atingir sua fase de desenvolvimento. Para efeitos de comparação, em julho, um relatório da Agência Nacional do Petróleo. Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que o maior poço produtor de gás natural no Brasil foi o poço 7PERZESS, no campo de Peroá, na bacia do Espírito Santo, que produziu 1,8 milhão de metros cúbicos diários. A HRT não deu previsão de quando o poço entrará em produção. O teste foi concluído em 7 de setembro. “Este é um dos melhores poços já perfurados e testados no onshore do Brasil, considerando a espessura e qualidade do reservatório, assim como os resultados de fluxo através do teste de formação”, disse a HRT em nota. O prospecto testado é parte de uma estrutura geológica com cerca de 56 km² de área, situada a sudoeste do Campo de Juruá, com capacidade para armazenar entre 10 e 32 bilhões de metros cúbicos (0,35 a 1,13 Tcf) de gás recuperáveis. O poço 1-HRT-9-AM, em conjunto com descobertas anteriores realizadas pela companhia nesta região da Bacia do Solimões, fará parte do plano de avaliação a ser submetido à ANP. Gás natural Petróleo e gás natural são produzidos pelo mesmo processo geológico hipotético de formação de combustíveis fósseis: a decomposição anaeróbica da matéria orgânica em profundidade sob a superfície da Terra. Como consequência, petróleo e gás natural são frequentemente encontrados juntos. Normalmente, depósitos ricos em petróleo são conhecidos como campos de petróleo e depósitos ricos em gás natural são chamados de campos de gás natural. Em geral, sedimentos orgânicos enterrados em profundidades de 1.000 m a 6.000 m (a temperaturas de 60 °C a 150 °C) geram óleo, enquanto sedimentos enterrados mais profundamente e a mais alta temperatura geram gás natural. Fonte mais profunda, mais “seca” do gás (isto é, quanto menor a proporção de condensados no gás). Devido a tanto petróleo e gás natural serem mais leves que a água, eles tendem a subir a partir de suas fontes até que seja infiltrado à superfície ou estão presos por uma camada não-permeável de rocha. Eles podem ser extraídos da armadilha por perfuração. Fonte: Portal Amazônia
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