A retirada das florestas nativas nas proximidades do reservatório do rio Atibainha, que faz parte do Sistema Cantareira, poderia resultar na emissão de aproximadamente 380.000 toneladas de CO2 na atmosfera. O impacto dessas emissões seria parecido com a poluição causada por uma frota de 12.000 veículos movidos a gasolina durante toda a sua vida útil. Em termos de sedimentação, haveria um carregamento de 220 toneladas de sedimentos para dentro da represa por ano, comprometendo sua função de armazenamento de água. É como se a cada ano fossem despejados na represa 40 caminhões de terra, até chegar um momento em que não haveria mais espaço para a água. Uma parte destes estudos foi publicada recentemente na revista científica “Land Degradation & Development”.
Essas informações evidenciam o desencadeamento e os potenciais impactos de algumas decisões políticas. Por exemplo, quando reunimos as informações sobre as áreas que deixam de ser legalmente protegidas no caso da alteração do código florestal em discussão, com os resultados dessa pesquisa sobre serviços ecossistêmicos, percebemos que o nosso bem estar pode ser afetado por causa de mudanças climáticas e de falta de água.
Aqui, falamos apenas de dois serviços ecossistêmicos e em uma região relativamente pequena. No entanto, este raciocínio pode e deve ser extrapolado para contemplar os demais serviços ecossistêmicos e para a extensão territorial do Brasil, que corresponde à abrangência geográfica do código florestal.
Fonte: Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA
Ascom CREA-AM
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