Presidente do Crea-AM fala à imprensa sobre terremotos

A intensidade dos tremores de terra ocorridos em Manaus pode não ter sido ainda suficiente para causar problemas nos prédios. Mas a proporção em que eles vêm se repetindo e a possibilidade de terem a intensidade aumentada deve servir de alerta para os cálculos estruturais das novas construções, afirmou ontem o engenheiro civil Afonso Lins Júnior, presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Amazonas (Crea-AM). Outra questão que deve preocupar a engenharia é a força dos ventos, cada vez intensos na cidade. “Antes não se via tantas placas derrubadas pela força dos ventos como hoje em vários pontos da cidade”, observou.

sexta-feira, 30 de novembro, 2007 - 17:28
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Para o presidente do Crea, os prédios que sofreram tremores, com abalo sísmico, têm que ser verificados por especialistas da área. As investigações feitas pelos soldados do Corpo de Bombeiros são verificações visuais, para detectar sinais como rachaduras, mas segundo ele, dada a repetição dos tremores, não seria muito pedir uma avaliação mais cuidadosa, o que demanda tempo por exigir o uso de equipamento de alta sensibilidade.
Agora Afonso chama atenção para as novas construções projetadas para a cidade Manaus, na medida em que esses fenômenos têm se tornado cada vez mais rotineiros. Como isso não existia em Manaus, os engenheiros não levavam em conta. “Hoje, deve-se ter essa preocupação, até porque muitas das construções têm sido projetadas por empresas de fora, sem essa informação”, adverte, ressaltando que cabe incluir essas questões nos cálculos estruturais das edificações da cidade.
Bombeiros e Defesa Civil
As vistorias realizadas pelas equipes do Corpo de Bombeiro e da Defesa Civil aos prédios onde foram registrados tremores não detectaram nenhum dano às estruturas dos imóveis. Até às 20h, a Defesa Civil havia realizado atendimento a 20 locais. Já o Corpo de Bombeiros até 17h, havia havia efetuado 15 atendimentos. De acordo com o coronel bombeiro Itamar Gonçalves, das 350 chamadas para o 193 – no horário em que ocorreu a chuva e o tremor de terras -, 80 delas eram trotes. Além das vistorias aos prédios e demais ocorrências da chuva, os Bombeiros também realizaram 30 cortes ou podas em árvores que apresentavam riscos de acidentes.
Fonte: Jornal A Crítica

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