Previsão de chuva abaixo do esperado para dezembro em Manaus influencia cheia de 2014

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que dezembro pode ter menos chuva que o esperado para o mês. “As chuvas serão normais ou abaixo do normal para esta época do ano, pois as águas do Oceano Atlântico Norte estão com temperaturas acima do normal”, explicou o meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro.

sexta-feira, 13 de dezembro, 2013 - 11:32
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Sobre a estação chuvosa, conhecida como inverno amazônico – novembro a maio -, o meteorologista explica que as águas do Oceano Pacífico também estão apresentando tendência de aquecimento. “Se ela [a tendência de aquecimento] persistir, provocará um El Niño. Mas essa possibilidade só poderá se confirmar a partir de junho [de 2014]”. O tempo do planeta é regulado pela temperatura das águas dos oceanos. O aquecimento ou esfriamento destas água pode provocar fenômenos como o La Niña e o El Niño, que afetam a frequência de chuva na Amazônia. O aquecimento das águas do Atlântico pode inibir chuva em determinadas regiões da Amazônia, como Manaus. Mas o cenário não atinge toda a região amazônica. Atualmente, em municípios do sul do Amazonas e no Acre, por exemplo, chove acima da média para o período. El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por aquecimento anormal das águas superficiais no Oceano Pacífico Tropical, e que pode afetar o clima regional e global, com mudança no padrão de vento em nível mundial. O fenômeno afeta regimes de chuva em regiões tropicais e de latitudes médias. Já o La Niña representa uma atividade climática oposta ao El Niño: esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña. Rio Negro Ainda é cedo para afirmar que o Amazonas enfrentará uma cheia de grandes proporções como ocorreu em 2012 – a maior que se tem registro. Pelo menos é o que garantiu ao Portal Amazônia o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, Marco Antônio Oliveira. “Estamos monitorando todas as calhas dos principais rios do Estado e da Amazônia peruana, onde nasce o rio Amazonas. Mas ainda é cedo para afirmar que teremos uma grande cheia”. Somente nos primeiros 11 dias de dezembro o rio subiu em média sete centímetros (cm) a cada 24h, totalizando 82 cm. O nível do rio Negro estava em 21,47 metros na manhã desta quarta-feira (11) – a medição não foi divulgada nesta quinta-feira (12). No dia 11 de dezembro do ano passado, o nível do rio estava em 17,12 metros, mas para o CPRM o cenário não é prenúncio de inundações. “Em 1973, tivemos uma situação parecida, mas não houve uma grande cheia. E em 2009, com o mesmo cenário, aconteceu uma grande cheia”, disse Oliveira. Cheia Em janeiro de 2014, o nível do rio deve começar a subir acentuadamente, mas a população não deve ficar impressionada.“Qualquer previsão antes do dia 31 de março [de 2014], é precipitada”, avisou o superintendente. Ele explicou que somente no fim do terceiro mês do ano que vem o nível das águas estará estabilizado para indicar cheia histórica ou não. No total, são dados três alertas anuais de cheia: 31 de março, 30 de abril e 31 de maio. A situação de cheia e vazante do rio Negro na altura de Manaus funciona como termômetro para monitorar a situação hidrológica em todo o Estado. No ano passado, Manaus enfrentou a maior cheia já registrada desde 1903 – quando o nível do rio Negro passou a ser monitorado: 29,97 metros. Houve inundações em diversas cidades da Região Metropolitana de Manaus. Fonte: Portal Amazônia.com

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