
A primeira fase da Operação Silvestres Urbanos resultou em 27 autos de infração, expedidos pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM). O trabalho, realizado na semana passada em diversos pontos de Manaus, envolveu equipes de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do CREA-AM e também da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), com a finalidade de avaliar o impacto de obras e empreendimentos comerciais, industrias e residenciais que estão sendo construídos nas proximidades ou dentro das Áreas de Preservação Permanente (APP), sobre as populações de sauim-de-coleira (Saguinus bicolor). O macacaquinho, considerado um dos símbolos da capital amazonense, teve o risco de extinção elevado na última listagem do Ministério do Meio Ambiente, divulgada em dezembro passado. As equipes de fiscalização do CREA-AM visitaram 16 locais na cidade de Manaus, que foram mapeados pelo Ibama. Nessas áreas, foram encontradas obras de grande porte – construção de galpões industriais; áreas desmatadas sem nenhum tipo de identificação do proprietário; prática de invasão de terra na avenida das Torres, avançando para dentro da região chamada Corredor Ecológico do Mindu; os agentes fiscais também verificaram uma grande faixa de área desmatada, mais de um quilômetro de extensão, no bairro de Santa Etelvina, próximo à Reserva Florestal Adolpho Ducke. “Verificamos nesse local uma grande região desmatada e, próximo, existe uma nascente que já apresentava sinais de contaminação devido à presença de resíduos de obra, barro, madeira e garrafas PET”, explicou o agente fiscal do CREA-AM, Jhonny Bonatto. A empresa responsável por esse desmatamento apresentou licenças, porém, a equipe de fiscalização constatou que os documentos estavam vencidos. “Para cada tipo de atividade realizada em uma obra, é preciso ter as licenças exigidas e também há necessidade de um acompanhamento de profissional habilitado, justamente para minimizar os efeitos ou o impacto na área que será trabalhada”, enfatizou Bonatto. IDENTIFICAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS Além dos 27 autos de infração, oito ofícios serão emitidos esta semana pelo CREA-AM à Semmas, Ipaam e Suframa, a fim de identificar os proprietários das áreas vistoriadas e onde foram constatadas atividades de desmatamento e colocação de entulho (lixo da construção civil e doméstico). Os donos ou responsáveis pelas obras terão um prazo de dez dias para apresentar a sua defesa ou a documentação necessária junto ao CREA-AM. Caso se confirme a irregularidade, a multa do conselho pode variar de R$ 536,62 a R$ 5.366,16. O relatório do CREA-AM sobre esta primeira fase da operação está sendo concluído e depois será encaminhado ao Ibama para integrar um balanço final da fiscalização, com dados de todos os órgãos envolvidos nesse processo. O presidente do CREA-AM, engenheiro civil, Cláudio Guenka, avaliou a participação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia como muito positiva e que o trabalho integrado com outros órgãos permite uma fiscalização mais efetiva. EQUIPE Participaram da primeira fase da operação os agentes de fiscalização Jhonny Bonatto, Larissa Sotero, Swami Vasconcelos e Nazário Brasil. Acompanhe AQUI a entrevista da agente de fiscalização do CREA-AM Larissa Sotero, que participou da primeira fase da Operação Silvestres Urbanos. Acyane do Valle Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]
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