O concurso propôs a criação de um pátio, com baixo custo de construção, destinado a famílias de baixa renda constituídas por sete a nove pessoas. O sistema de construção teria que privilegiar a lógica de sustentabilidade, podendo considerar-se a execução em fases ou até mesmo a autoconstrução por parte dos seus futuros moradores, além de utilizar sistemas, práticas e materiais correntes da arquitetura local.
A equipe vencedora desenvolveu uma habitação em taipa de pilão, composta por seis pátios ligados por um corredor central e que se relacionam com as diferentes funções da casa, como cozinha, sala, banheiro e quartos.
Segundo os arquitetos, o projeto define “uma casa onde o interior se comunica permanentemente com o exterior. Um interior íntimo e protegido, onde cada membro da família pode ter a sua privacidade e autonomia.” A escolha de somente um material para a construção da casa vem da ideia de que a riqueza e diversidade da proposta ficassem evidentes na riqueza da tipologia, do espaço e da luz, e não na diversidade de materiais.
Concepção do projeto
O projeto vencedor, juntamente com os outros 30 finalistas, está em exposição desde o último sábado (9), na trienal de Lisboa, que acontece até o dia 16 de janeiro de 2011. O arquiteto Alvaro Puntoni era o único brasileiro classificado para a final. Dos 588 projetos inscritos na competição, 55 eram de brasileiros.
Fonte: Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais do CREA
Ascom CREA-AM
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