
A mais recente jazida de potássio descoberta no Amazonas, na cidade de Autazes (a 161 quilômetros de Manaus), promete ser a “salvação” brasileira para autossuficiência do produto pelo próximo século, possibilitando até exportação. A exploração da nova reserva começa até 2018 e vai gerar 20 mil empregos em uma década, como informou o titular da Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH), Daniel Nava. Até o momento, a reserva Fazendinha, no município de Nova Olinda do Norte, e a reserva Arari, em Itacoatiara – ambas no interior do Amazonas -, somam aproximadamente 400 milhões de toneladas e são de responsabilidade da Petrobras. Enquanto a jazida em Autazes, que tem profundidade de 650 metros e foi descoberta em 2009, são ainda maiores, segundo Nava. A exploração de potássio em Autazes tem previsão para começar, até 2018, com o projeto Potássio Amazonas, cujo custo estimado está em R$ 5 bilhões. O valor a ser investido na cidade é motivo de comemoração para o prefeito da cidade, Wanderlan Sampaio. ”Iremos lucrar muito. Não só com a receita do município, mas com a possibilidade de trazer oportunidades para nossa gente”, completou.Importação O Brasil importa, atualmente, cerca de 92% do potássio que utiliza. A participação brasileira resume-se às reservas de Sergipe, cuja mina tem vida útil até 2019 e que contribui com 8% das necessidades do país. Além desse “estoque” nacional , o potássio usado no País vem do Canadá, Rússia, Alemanha e de Israel, sendo matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes agrícolas. Para Nava, o potássio amazonense é elemento estratégico para a nação. “O Brasil, como grande produtor de alimentos e biocombustível, é dependente de fertilizantes, já que os dois sistemas produtivos exigem que se tenha uma boa produtividade por hectare”. A capacidade da jazida de Autazes foi calculada, mas ainda será divulgada pela presidente Dilma Rousseff. “A nova jazida tem potencial para atender às necessidades brasileiras por mais de 100 anos. Isso representa um século de independência para que possamos produzir alimentos e biocombustíveis sem participação estrangeira”, garantiu Nava.Fonte: PiniWeb
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