Segunda maior usina térmica do país é desligada 4 dias após entrar em operação

Quatro dias após entrar em operação comercial, a termoelétrica GNA I apresentou problemas técnicos com risco para o sistema de fornecimento de gás e foi desligada do Sistema Interligado Nacional (SIN) na segunda-feira, 20, às 11h38. A informação foi confirmada ontem pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). “A UTE, localizada em São João da […]

sexta-feira, 24 de setembro, 2021 - 13:45
n

Quatro dias após entrar em operação comercial, a termoelétrica GNA I
apresentou problemas técnicos com risco para o sistema de fornecimento de
gás e foi desligada do Sistema Interligado Nacional (SIN) na segunda-feira, 20,
às 11h38. A informação foi confirmada ontem pelo Operador Nacional do
Sistema Elétrico (ONS).

“A UTE, localizada em São João da Barra – Norte Fluminense, entrou em
operação comercial na última quinta-feira, 16, e conta com capacidade
instalada de 1.300 MW”, apontou o ONS.

A GNA I, segunda maior térmica do País, iniciou operação comercial na
semana passada, com atraso em relação à previsão inicial de que início de
produção de energia em julho. Contudo, a usina passou por problemas durante
os testes operacionais realizados em março, quando a turbina a vapor foi
danificada.

A usina térmica é considerada fundamental para a estratégia do governo de
aumentar a oferta de energia ao sistema, em um momento em que as
hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste enfrentam restrições à produção devido
à crise hídrica.
Em comunicado, o ONS informou que, “apesar desse desligamento não
previsto, existem outros recursos que podem ser utilizados para minimizar os
impactos dessa ausência na geração de energia e suprir as necessidades do
SIN”.

Uma medida que tem sido adotada pelo órgão é o programa de Redução
Voluntária na Demanda (RDV), para grandes consumidores industriais, e o
programa de incentivo de economia de energia para consumidores
residenciais e pequenos comércios.

Na quarta, o grupo técnico do Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico
(CMSE) aprovou a redução adicional de 205 megawatts (MW) na demanda de
grandes consumidores industriais. Antes, o órgão havia aprovado o montante
de 237 MW em adesões ao programa.

O segmento da indústria que apresentou maior adesão ao programa foi o de
metalurgia, seguido pelos ramos de minerais não metálicos; químicos;
extração de minerais não metálicos; alimentícios; madeira, papel e celulose;
serviços; e veículos.

Fonte: Estadão

Veja mais